O mistério Kogonada

Imagine o espectador um cruzamento entre o Blade Runner, o Strange Days de Bigelow e o AI de Spielberg/Kubrick, mas sem estardalhaço nenhum, sem “espectáculo” — e ficará um pouco mais próximo da singularidade que o espera em A Vida depois de Yang

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Kogonada é um mistério. Não se sabe o verdadeiro nome por trás do pseudónimo, não se sabe a origem (a internet avança, sem certezas, que nasceu na Coreia), e nem a idade, que lhe tentámos arrancar há alguns anos quando o entrevistámos a propósito da sua primeira longa-metragem, Columbus, ele deixa que se saiba. É apenas Kogonada, como uma entidade a existir exclusivamente para o cinema, desde que se tornou famoso pelos seus ensaios de montagem divulgados na net e depois encomendados expressamente por editoras como a Criterion para inclusão, como “extras”, nos seus DVDs. A única coisa que o pseudónimo revela é uma paixão por Ozu: Kogo Noda era um dos mais fiéis colaboradores (como argumentista) do realizador japonês, e ao trocar o “Noda” por um “Nada” o homem por trás do pseudónimo diz, ainda, qualquer coisa.

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