Os Pink Floyd voltaram a juntar-se pela Ucrânia

Nova formação, que não inclui Roger Waters, é composta por David Gilmour e Nick Mason, a que se juntaram Andriy Khlyvnyuk, dos ucranianos Boombox, Nitin Sawhney e Guy Pratt. O resultado é a canção Hey hey rise up.

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David Gilmour e Nick Mason voltaram a reunir-se como Pink Floyd, com a ajuda do baixista Guy Pratt e do teclista Nitin Sawhney DR

Os Pink Floyd já tiveram várias vidas. E vários finais. Agora, e em solidariedade com as vítimas da agressão russa à Ucrânia, o guitarrista e vocalista David Gilmour e o baterista Nick Mason voltaram a juntar-se e pela primeira vez desde o último disco de originais da banda, The Division Bell (1994), gravaram música nova.

Hey hey rise up, o tema que acabam de lançar em vários serviços de streaming, incluindo o YouTube, foi inspirado por Andriy Khlyvnyuk, dos ucranianos BoomBox, que já colaboraram com os Pink Floyd. O vídeo de Instagram em que o músico entoava uma marcha patriótica ucraniana chamada Oi u luzi chervona kalyna na praça Sofiyskaya, em Kiev, tornou-se viral. Além de Gilmour, que tem uma nora e netos ucranianos, e de Mason, a gravação da canção juntou ainda o baixista Guy Pratt e o teclista Nitin Sawhney, conhecido pela sua música a solo. O objectivo é chamar a atenção para a Guerra na Ucrânia e os lucros revertem a favor do Ukrainian Humanitarian Relief.

O teledisco, com várias referências à Ucrânia, incluindo imagens da guerra actualmente em curso, bem como obras de artistas como Maria Primachenko, mostra a banda a tocar ao vivo num celeiro e foi realizado por Mat Whitecross.

Aderindo ao boicote cultural posta em marcha logo nas primeiras semanas da invasão, os Pink Floyd já retiraram parte da sua música dos serviços de streaming na Rússia e na Bielorrússia, incluindo os discos a solo do fundador Syd Barrett, mas a música que fizeram enquanto Roger Waters era membro da banda mantém-se disponível.

The Endless River, de 2014, o disco que deveria ter assinalado, em teoria, o final da banda, era até aqui o último registo oficial dos Pink Floyd, mas baseava-se em material desenvolvido 20 anos antes. Tal como dessa vez, o único outro membro ainda vivo das formações mais clássicas do grupo, o baixista e vocalista Roger Waters, não participa nesta nova reunião.

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