O manual “descolonizado” com que os activistas sonham

A avaliar pela amostra que temos visto ao longo destes anos, Sá da Bandeira será substituído por uma teoria politicamente correcta que faz dos escravos negros os agentes da sua própria libertação.

É bem sabido que a esquerda woke procura insistentemente alterar o ensino da História. De início os que batiam nessa tecla não nos diziam exactamente o que pretendiam mudar e como. O recente artigo de Cristina Roldão, ao fazer uma listagem daquilo que, na sua percepção, seriam omissões ou distorções de alguns manuais escolares, e ao pedir “um manual descolonizado” neste nosso “país por descolonizar”, traz-nos uma espécie de guião que nos conduz pela estrada das reivindicações. Algumas são adequadas, diga-se. É, por exemplo, correcto que se exija que africanos actuais não sejam apresentados como “primitivos”. É, também, razoável que se peça que os escravos transportados através do Atlântico não sejam referidos como mercadorias. Porém, há outras pretensões que são mitos ou confusões e não deverão ser conteúdos de futuros manuais.

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