Pedro Bento, o todo-o-terreno que ajuda quem precisa enquanto pedala

Em 2017, Pedro sofreu um grave acidente que o atirou para uma cadeira de rodas. Lutou pela recuperação e voltou a pedalar. Já completou sete das dez provas mais duras de BTT do mundo. Em Dezembro acabou mais uma: pedalou dez mil quilómetros durante 72 dias entre Almeirim e o Nepal e carregou a bicicleta durante onze dias até ao campo base do Evereste para ajudar crianças desfavorecidas. Mas a sua maior vitória foi mesmo saltar de uma cadeira de rodas.

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A “verdadeira paixão” de Pedro Bento é o BTT Daniel Rocha
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A mais recente meta de Pedro Bento foi o campo base do Evereste Pedro Bento

No dia 2 de Dezembro de 2021, Pedro Bento, que podia muito bem estar há uns anos sentado numa cadeira de rodas, passou a ser o único português — e uma das poucas pessoas de que há registo — a ter chegado com a sua bicicleta ao campo base do Evereste depois de onze dias e mais de 450 quilómetros de trilhos “impossíveis” e de “sofrimento constante”, a trepar paredes com mais de 40 graus de inclinação e a caminhar sobre gelo sem ajuda de sherpas e com a sua Jakina e toda a “casa” às costas. Fê-lo para angariar três mil euros (conseguiu 3284,36), que foram transformados em dez mil refeições para crianças desfavorecidas do Nepal. Mal cortou a meta teve que ser evacuado de helicóptero para um hospital devido a falta de oxigénio no sangue. “Na véspera, apanhei a doença de altitude. Tudo o que tinha planeado parecia que iria por água abaixo”, disse à Fugas Pedro, um todo-o-terreno que passou cerca de um terço do percurso com a bicicleta às costas.

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