Ups, Joana Craveiro voltou a fazê-lo

Com Juventude Inquieta, o Teatro do Vestido ofereceu-nos mais uma obra-prima que resgata o bom nome do idealismo e nos põe a pensar como aqui se chegou e o que fazer para um dia destes arribarmos a algum lado onde a palavra progresso faça sentido.

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A carga política de Juventude Inquieta não se tornou agitação e propaganda: espantoso FILIPE FERREIRA

Já ninguém se espanta, talvez por se ter tornado uma espécie de dado adquirido — estilo certificado de garantia —, mas de cada vez que sobe ao palco, mesmo quando o palco é um lugar outro que não a sala tradicional, o Teatro do Vestido usa o passado para melhor compreender o presente. Não é a única companhia a fazê-lo, porém, graças aos textos e à direcção de Joana Craveiro, e graças, principalmente, à sua singular visão artística, é, sem dúvida, a melhor, a mais estimulante, aquela cuja dramaturgia nos dá a mão e um empurrãozinho ao cérebro para, quase sempre com considerável dose de persuasão — que não deve ser confundida com delicadeza —, agitar o movimento das sinapses.

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