Victor Hugo Pontes, Shakespeare e o amor adolescente, no Teatro Nacional São João

Paulo Pimenta
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O espectáculo Porque é Infinito, nova criação em que o coreógrafo vimaranense Victor Hugo Pontes relê o Romeu e Julieta ​de Shakespeare, estreia-se esta quarta-feira no Teatro Nacional São João (TNSJ), cujo palco ocupará até sábado.

Victor Hugo Pontes costuma “transformar a linguagem verbal em fisicalidade” quando traz um clássico do teatro para o domínio da dança, mas teve de repensar a sua abordagem habitual quando Nuno Cardoso, director artístico do TNSJ, no Porto, o desafiou a revisitar o clássico de Shakespeare. “Senti que era quase obrigatório preservar as palavras. Eram demasiado importantes”, conta ao PÚBLICO o coreógrafo, que tem em Porque é Infinito um espectáculo que questiona aquilo que pode ser o amor para quem está a passar pela adolescência.

Oito dos 11 intérpretes da peça, que será levada ao palco do TNSJ entre os dias 1 e 4 de Dezembro, são Benedito José, Inês Azedo, Ivo Santos, José Ferreira, Luísa Guerra, Rui Pedro Silva, Santiago Mateus e Sofia Montenegro, bailarinos entre os 15 e os 20 anos. Victor Hugo Pontes elogia-os amíude — “Isto de serem actores, ocuparem um teatro e fazerem um ensaio de imprensa ainda é novo para eles. E o encanto com que mergulham em tudo o que fazem deixa-me completamente retido. Eles vitalizam-me, dão-me energia”, sublinha —, salientando ter precisado das suas contribuições para dar forma a Porque é Infinito. As considerações sobre o amor que os jovens partilharam com o coreógrafo durante o processo de criação moldaram o texto, escrito por Joana Craveiro — coube à actriz e encenadora pegar em Romeu e Julieta e modernizar o vocabulário da obra shakespeariana, trazendo-o para a contemporaneidade.

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