Depois do beato Ricardo, a beata Inês

Ricardo Robles e Inês de Sousa Real acharam-se no direito de exercer uma liberdade económica que não queriam que mais ninguém pudesse aproveitar.

Poucas coisas me dão mais prazer do que ver um moralista ser apanhado na rede do seu próprio moralismo. E quanto mais apertada for a rede com que o beato implacável gosta de tentar apanhar os outros, maior é o meu prazer. Atenção: não estou a falar dos casos em que alguém é surpreendido num momento de fraqueza. Todos temos o direito de aspirar a um modelo de perfeição moral e cívica que nem sempre conseguimos cumprir. O antimoralismo não pode ser mais moralista do que o próprio moralismo. Do que falo é daquelas pessoas que violam os preceitos que impõem aos demais por decisão racional ou prática sistemática.

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