Retrato do artista posto a nu por si próprio

Fernão Cruz mergulha na sua história pessoal para arquitectar uma exposição notável na Gulbenkian.

Foto
Texturas diversas que se combinam como um patchwork pintado — sempre, em todas as peças, o conceito de colagem Pedro Pina

“Quando acabei de montar esta exposição, senti-me completamente nu”, confessa Fernão Cruz, já no fim da visita guiada que nos fez. De certa forma, este é um sentimento que, se nada tem a ver com a ausência física de roupa, se relaciona com a forma como o artista se liberta de máscaras e véus para nos dar a ver a sua intimidade na obra que faz. A confissão que nos faz é sincera, e tem toda a razão de ser.

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