Os 25 anos do Rendimento Social de Inserção: “O RSI não é um sítio aonde eu queira voltar”

Há 25 anos a reduzir a intensidade da pobreza em Portugal, o RSI falha na inclusão social dos beneficiários, apesar dos 7,6 mil milhões de euros gastos até agora. Mas, alertam os especialistas, não se pode pretender que este apoio resolva aquilo em que tudo o resto falha. Entre os intermitentes, os que saíram e os que já não conseguem subsistir sem o apoio, prevalece em todos a sensação de se estar a ser permanentemente vigiado a troco de uma prestação média de 119.41 euros mensais.

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Manuel António, 69 anos, acumula os 320 euros da pensão da reforma com os 35 euros de RSI que a mulher recebe Paulo Pimenta

Apesar de ser mulher, residir no distrito do Porto e de encabeçar uma família monoparental, Paula Vilarinho não é o que se esperava encontrar quando se bate à porta dos assistentes sociais a perguntar por beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI). É fluente no inglês, francês e espanhol, tem 51 anos, aspecto cuidado, unhas tratadas, vocabulário onde entram palavras como “subjectividade”, “impotência” e “exacerbada”. Mora num bairro social do Porto, o do Contumil, em Campanhã. É a freguesia que, na cidade, soma mais beneficiários daquela prestação pecuniária criada há 25 anos e que, 7,6 mil milhões de euros depois, continua sujeita a apertadíssimo escrutínio, apesar de em 2020, por exemplo, ter representado apenas 1,1% da despesa efectiva da Segurança Social.

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