Carreiras acredita que Rio pode sair da liderança do PSD

Presidente da Câmara de Cascais revela que Miguel Pinto Luz não avançará na corrida interna do partido.

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Carlos Carreiras elogia as capacidades de Paulo Rangel Nuno Ferreira Santos

O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, considera como uma hipótese “provável” que Rui Rio não queira candidatar-se novamente à liderança do PSD, apesar de os resultados das autárquicas lhe terem dado um “balão de oxigénio”.

Em entrevista à TVI, nesta segunda-feira à noite, o social-democrata rejeitou que Rui Rio seja o líder certo para levar o PSD às legislativas – “nunca fui um seu apoiante” –, mas avançou com a hipótese de o próprio presidente não estar disponível. “Acho francamente que é provável. A decisão é do próprio e depende da análise que ele faz. Se ele tiver consciência de que pode ganhar as legislativas de 2023, acredito que concorra. Se não tiver essa consciência… sei que ele não aprecia sondagens, mas as sondagens não apontam nesse sentido”, afirmou.

O antigo coordenador autárquico social-democrata acredita na possibilidade de o actual líder dar a actual missão como terminada e assumir: “Saio em grande, entrego o partido a quem quiser levá-lo por diante.”

Num tom crítico, Carlos Carreiras considerou que Rui Rio “está farto ou cansado” da liderança e que “não é propriamente um presidente disponível para estar com as bases do partido”.

O presidente da Câmara de Cascais assegurou que o seu número dois no município, Miguel Pinto Luz, não irá avançar para a liderança do PSD e confirmou que há “pontes e aproximação” com Paulo Rangel. Carlos Carreiras assegura que não irá apoiar nenhum candidato nas próximas directas, mas elogia a capacidade de Paulo Rangel fazer uma “oposição mais aguerrida ao Governo” do que Rui Rio. 

Sobre a hipótese de Luís Montenegro avançar para a liderança do PSD, Carlos Carreiras apontou uma fragilidade: “Alguns dos concelhos onde o PSD perdeu era onde ele tinha influência acrescida.”