Português entre as 41 vítimas de incêndio em prisão da Indonésia

Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português confirmou a morte de um cidadão nacional na prisão de Tangerang e disse que estão em curso diligências junto da respectiva família para a “prestação do apoio necessário nestas circunstâncias trágicas”.

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MAST IRHAM/EPA
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Pelo menos 41 pessoas morreram e 80 ficaram feridas num incêndio num dos módulos da superlotada prisão de Tangerang, nos arredores de Jacarta, na Indonésia. Entre as vítimas está um cidadão português, confirmou ao PÚBLICO o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

“A Embaixada de Portugal na Indonésia mantinha contacto regular com este nacional. Lamentamos profundamente a sua morte. Estão em curso diligências junto da respectiva família, para a prestação do apoio necessário nestas circunstâncias trágicas”, lê-se no comunicado do MNE.

O ministro indonésio Yasonna Laoly tinha avançado esta informação nas primeiras horas desta manhã e disse em conferência de imprensa que as embaixadas dos países dos cidadãos estrangeiros que morreram na prisão já tinham sido informadas.

O incêndio, que deflagrou durante a noite, já foi extinto e centenas de polícias e soldados foram destacados em redor da prisão para impedir a fuga dos presos, disse o chefe da polícia de Jacarta, Fadil Imran, aos jornalistas.

Imagens transmitidas pela televisão mostraram bombeiros a lutar para extinguir as chamas, enquanto nuvens de fumo negro saíam do recinto. Dezenas de corpos em sacos cor-de-laranja foram colocados numa sala da prisão.

“A situação está agora sob controlo”, disse Imran, confirmando que pelo menos 41 reclusos morreram e 80 foram hospitalizados, oito deles com queimaduras graves.

As autoridades ainda estão a investigar a causa, mas a investigação preliminar apontou para um curto-circuito numa das celas do bloco, disse Imran. "Estamos a trabalhar em conjunto com as autoridades competentes para investigar as causas do incêndio e, claro, para elaborar estratégias de prevenção para que catástrofes graves como esta não aconteçam novamente”, disse o ministro em comunicado.

O incêndio deflagrou nas primeiras horas da manhã no bloco C da prisão, que albergava condenados por dependência e tráfico de drogas e onde pelo menos 122 pessoas estavam encarceradas na altura do acidente, disseram funcionários prisionais numa declaração.

O ministro indonésio Yasonna Laoly também ​confirmou que a prisão estava a operar com excesso de capacidade quando o incêndio começou. De acordo com os últimos dados oficiais divulgados pelo governo, mais de dois mil presos estão na prisão de Tangerang, construída para albergar 1225 reclusos. Na altura do fogo, as celas estavam trancadas e as chamas incontroláveis fizeram com que “algumas salas não pudessem ser abertas”, disse ainda Laoly.