Balsemão sobre Marcelo: “Não é fácil estar de bem com Deus e com o Diabo”

Na semana em que lançou o livro Memórias, em que cumpriu 84 anos e em que foi homenageado pelo primeiro-ministro, Francisco Pinto Balsemão falou ao PÚBLICO de política, dos governos e do partido — o PSD que fundou. A complexa relação que manteve ao longo da vida com o actual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que foi director do semanário Expresso, do Grupo Impresa, foi também um dos temas da conversa.

Foto
Francisco Pinto Balsemão Rui Gaudêncio

Para o antigo primeiro-ministro (1981-1983) — sendo nessa qualidade homenageado esta quinta-feira em São Bento por António Costa: há 40 anos Balsemão tomava posse como líder do VII Governo Constitucional, o segundo da Aliança Democrática —, o primeiro mandato de Marcelo tem direito a “nota positiva”; já a segunda presidência apresenta “alguns percursos que são um pouco curvilíneos”: “Não é fácil estar de bem com Deus e com o Diabo.”. Cuidadoso nas palavras, o antigo patrão da Impresa recorre à lenda da rã e do escorpião (depois de aceitar atravessá-lo por um rio, o escorpião não resiste a atacar a rã) para descrever os momentos de proximidade com o actual Presidente da República.

O fundador do PSD refere-se ainda ao actual momento do partido, elogiando a liderança de Rui Rio (um velho aliado) e as reformas que tem proposto, nomeadamente no sector da justiça.

Como profundo conhecedor do negócio dos media, Balsemão antevê futuro para os jornais em papel e diz que títulos como o Expresso estão hoje a viver “o melhor dos dois mundos”, com boas vendas quer na edição impressa quer nas assinaturas digitais. Recordando uma polémica antiga no universo da SIC que passou pela decisão de emitir o reality show Big Brother, Balsemão garante que sempre se opôs ao programa.

A entrevista a Francisco Pinto Balsemão pode ser lida no caderno P2 e na edição online do PÚBLICO do próximo domingo, um exclusivo para assinantes.

Sugerir correcção
Comentar