Supertaça junta Sporting e Sp. Braga após 39 anos

“Leões” podem activar cláusula anti-rival com nono triunfo na prova, objectivo que os minhotos pretendem travar de modo a chegarem a uma conquista inédita, para fechar ano do centenário.

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Palhinha e Al Musrati num dos duelos entre Sp. Braga e Sporting na época passada Reuters/PEDRO NUNES

Sp. Braga e Sporting voltam a encontrar-se esta noite (20h45, TVI), 39 anos depois do primeiro - e até à data único - confronto na Supertaça Cândido de Oliveira entre “guerreiros” e “leões”, com um objectivo comum, mas com diferenças relevantes: se, para os detentores da Taça de Portugal, esta é uma oportunidade rara para erguer um troféu que só por uma vez em 42 anos de história da competição foi para o Minho (mas para a vitrina do rival Vitória), para o Sporting chegou o dia em que pode recuperar o título de segunda equipa com mais conquistas, superando o Benfica (que nos últimos cinco anos chegou aos oito títulos), ambos distantes dos 22 do recordista FC Porto.

Ainda a celebrar o centenário, o Sp. Braga aspira a tornar-se no sexto clube a vencer a Supertaça, seguindo o exemplo de Boavista (primeiro a triunfar, em 1979) e dos emblemas já referidos, vingando a derrota (a duas mãos) em 1982, com expressivo 3-7, depois de os bracarenses terem vencido (2-1) o primeiro confronto, claudicando em Alvalade (6-1), onde Manuel Fernandes (três golos) e Jordão (dois) ditaram leis.

Agora, com o troféu a decidir-se num único jogo e com um maior equilíbrio de forças, a história pode muito bem reservar um capítulo novo. As equipas orientadas por Rúben Amorim e Carlos Carvalhal mostraram, na época passada, uma inegável superioridade dos sportinguistas nos respectivos confrontos directos, tanto na final da Taça da Liga (1-0 para os “leões"), como no campeonato, sem que os “arsenalistas" tivessem conseguido marcar um golo ao “verde e brancos”.

Hoje, em Aveiro, o Sporting conta com o acréscimo de experiência de uma época marcante, em que furou todas as previsões para garantir o título de campeão que caminhava para as duas décadas de interregno nos festejos. Rúben Amorim mantém a serenidade que o caracterizou na abordagem aos compromissos da equipa durante a temporada passada, enquanto Carlos Carvalhal aposta num regresso forte e impositivo dos “guerreiros” a uma arena em que o mínimo esperado por adeptos e presidente é um lugar entre os candidatos a um sonho bem maior.

E para encurtar distâncias, depois da vitória sobre o Benfica, em Coimbra (ainda sem público), nada melhor do que um troféu em ano de comemorações. O desejo de abrilhantar o centenário continua a guiar os bracarenses, tema que nunca falta no discurso dos protagonistas. Carlos Carvalhal destacou-o como um “feito de peso” caso venha a ser concretizado. 

Proeza que mobilizou a equipa desde o primeiro dia de pré-época, que o treinador bracarense garante estar a ser orientado para a competição, palavra presente em todos os momentos, treinos e nos jogos de preparação, como destacou Carvalhal, feliz com os números e indicadores físicos recolhidos pela equipa técnica em embates “exigentes" como os realizados com Farense, Marselha e Paços de Ferreira.

“Estamos a competir desde o primeiro dia de trabalho, internamente e nos ensaios, onde não fomos para brincar aos jogos particulares”, nota o técnico, orgulhoso por estar presente em mais uma decisão.

“É a terceira final em que estamos presentes num curto espaço de tempo e isso é muito importante”.

Dentro do mesmo registo da época em que guiou o Sporting ao título, Rúben Amorim evita os lugares comuns do futebol, distinguindo os jogos de pré-temporada, em que só cedeu um empate (2-2) frente ao Portimonense, tendo ganho os restantes oito, com destaque para o Troféu Cinco Violinos, frente ao Lyon (3-2).

Dentro do mesmo registo da época em que guiou o Sporting ao título, Rúben Amorim evita os lugares comuns do futebol, distinguindo os jogos de pré-temporada, em que só cedeu um empate (2-2) frente ao Portimonense, tendo vencido os restantes oito, com destaque para o Troféu Cinco Violinos, frente ao Lyon (3-2).

“O Lyon foi um jogo de pré-época. Com o Sp. Braga será completamente diferente”, adverte, lembrando que Carvalhal conhece a forma de actuar do Sporting e tapará os caminhos para a baliza. “Não vai deixar-nos tantas vezes no um contra um”.

E se Amorim pede aos jogadores que estejam preparados para o adversário, também já os alertou para o ambiente nas bancadas, no jogo que marca o regresso do público aos estádios (a DGS autorizou uma taxa de ocupação de 33%). “Têm de estar preparados. Em alguns momentos vamos sentir assobios, faz parte de jogar num clube grande, mas o pensamento aqui é muito positivo”.