Como os museus se tornaram palco de uma guerra de ideias na Eslovénia

Antigos responsáveis da cultura acusam o Governo de Janez Jansa de os ter afastado por questões políticas e dizem que os seus substitutos foram escolhidos pela “lealdade” ao poder.

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Escadaria do Museu de História Contemporânea Petar Milosevic

Tecnicamente, Kaja Sirok não foi despedida. Zdenka Badovinac também não. A primeira foi directora do Museu de História Contemporânea da Eslovénia durante dez anos; a segunda estava desde 1993 à frente da Galeria Moderna. Para além de Sirok e  Badovinac, os responsáveis de outros três grandes museus eslovenos – Museu Nacional, Museu da Arquitectura, Museu da Etnografia – e da Agência Nacional do Livro viram os seus mandatos terminar no último ano, desde a chegada ao poder do Governo liderado pelo populista conservador Janez Jansa. Nenhum foi reconduzido.