Relação de Lisboa suspende pena a mulher condenada por mutilação genital. Prisão da mãe seria “um novo castigo” para a criança

Criança, agora com quatro anos, foi cortada na zona genital quando tinha um ano e meio, numa viagem à Guiné-Bissau

Foto
Sara Jesus Palma

O Tribunal da Relação de Lisboa deu razão ao recurso interposto por uma jovem condenada pelo crime de mutilação genital feminina (MGF) e vai suspender a execução da pena de prisão decretada em Janeiro deste ano por ter permitido que a filha bebé fosse submetida à prática durante uma viagem à Guiné-Bissau. R. D. tinha sido condenada a três anos de prisão efectiva por um colectivo de juízes do Tribunal de Sintra, no primeiro caso de MGF que chegou a julgamento em Portugal.