Haiti: 200 anos de catástrofe

Assassinado o Presidente, o vazio político é total e gangs armados espalham o caos. Não é uma surpresa. Os escravos libertaram-se a si mesmos e venceram Napoleão. Depois, não se percebe o que aconteceu.

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JEAN MARC HERVE ABELARD/EPA

Os haitianos vivem a História como uma sucessão de catástrofes. Animam-se dizendo: “Agora que batemos no fundo, que estamos por terra, só podemos reerguer-nos”. Mas a seguir vem, frequentemente, outra catástrofe. O assassínio do Presidente Jovenel Moïse, por um bando armado que assaltou o palácio presidencial na madrugada de 7 de Julho, é apenas mais um episódio no longo percurso da falência do Estado haitiano.