Com esta nova regra, o traje não tem género na Universidade do Minho

O órgão que lidera a praxe na universidade minhota anunciou que os estudantes poderão escolher o traje com o qual se identificam.

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Adriano MirandA

O Cabido de Cardeais, órgão responsável pela praxe na Universidade do Minho, declarou que, de agora em diante, “qualquer pessoa tem a liberdade de utilizar o traje com o qual mais se identifica”. A medida vem apelar à “inclusão, entreajuda e, sobretudo, união” dos estudantes universitários, diz o órgão no seu site.

Relembrando o mote que gerou a criação do traje académico, o grupo pretende “atenuar qualquer tipo de diferença pessoal, social e económica entre todos os que o envergam”.Os estudantes terão, porém, de escolher entre o traje masculino ou feminino, não podendo misturar peças de ambos.

A “importante decisão” tem um pendor de cariz social, permitindo aos jovens que não se identificam com o vestuário geralmente associado aos géneros masculino ou feminino decidir como querem apresentar-se. De acordo com o órgão máximo da praxe minhota, esta nova regra vem responder à realidade de os estudantes serem “todos diferentes”.

“Continuamos, desta forma, a zelar pelo progresso e pela esperança de uma comunidade praxística ainda mais unida, tendo sempre o respeito e o bom senso como base”, concluíram em comunicado.