Leituras do Mangue: a luta anticolonial da Guiné-Bissau passou pelas escolas

Filme expositivo de Filipa César e Sónia Vaz Borges revisita o sistema educativo militante desenvolvido pelo partido de Amílcar Cabral durante a Guerra Colonial e explora o valor simbólico do mangue, planta rizomática que nasce à beira da costa e protege o território do avanço das águas do mar. É apresentado pela primeira vez esta terça-feira, na Universidade Católica no Porto.

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Filipa César (artista plástica e cineasta documental) e Sónia Vaz Borges (historiadora da Universidade Humboldt de Berlim) Adriano Miranda

Exercício de Matemática do 1.º ciclo: “Distribuíram-se dez granadas por cinco combatentes. Com quantas granadas ficou cada um?” A questão faz parte de um manual escolar criado nos anos 1960 pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), do histórico Amílcar Cabral (1924-1973). O sistema educativo “militante” desenvolvido por esse partido durante a Guerra Colonial é analisado por Filipa César (artista plástica e cineasta documental que, desde 2011, vem estudando o movimento de libertação da Guiné-Bissau enquanto “um laboratório de crítica às epistemologias coloniais actuais”) e Sónia Vaz Borges (historiadora da Universidade Humboldt de Berlim e autora do livro Militant Education, Liberation Struggle, Consciousness: the PAIGC education in Guinea Bissau 1963-1978) no filme expositivo Leituras do Mangue, que é apresentado pela primeira vez esta terça-feira, às 19h, na sala de exposições da Escola das Artes da Universidade Católica no Porto, no âmbito da terceira edição da iniciativa Summer School on Art & Cinema.

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