Rita Onofre lança videoclipe de À porta e anuncia para breve um EP a solo, Raiz

Foi em Maio de 2020 (nos primeiros meses da pandemia) que Rita Onofre, cantora e compositora hoje com 25 anos, decidiu concretizar uma ideia que, diz ela, sempre a acompanhou: “Ter um projecto a solo e em português”. Iniciada na guitarra aos 11 anos por influência do ambiente familiar (o pai, guitarrista autodidacta, e a mãe a acompanhá-lo a cantar), Rita começou aos 12 a escrever as primeiras canções, em inglês. Idioma que se manteve na banda SEASE, onde Rita fez dupla com Miguel Laureano juntando-se-lhes, mais tarde, Gonçalo Vasconcelos. Lançaram um álbum, The Way The Waves Hit The Beach (2017), e dois EP, When Lost At The Ocean, A Fellow Comes Out (2016) e Wave Motion (2018).

Ainda nesse período, Rita começou a escrever em português, em 2016. “Uma língua exigente e que muito respeito, só consegui começar a senti-la como minha quando me despi de complexos e filtros. A vontade começou a ser fazer música porque fazer faz bem à alma e ao corpo, que é o que cá anda. Partilhando com músicos amigos, pedindo constante feedback, fui ganhando confiança e já em 2019 sabia quais seriam as primeiras canções a sair em nome próprio.”

A pandemia interpôs-se, mas não a bloqueou. Em Maio de 2020 lançou Haja sempre (para “lembrar que os dias maus têm o seu lugar no plano maior que é a vida de cada um”), seguindo-se-lhe Lugar nenhum, em Setembro (“sobre a sensação desconfortável de não pertencer, com um vídeo que mostra o grupo a fazer algo que não sabe fazer: dançar”) e Talvez tenhas, já em Março de 2021 (“um crescendo para algo melhor do que fomos ontem”). Pelo meio, em Julho de 2020, lançou Ao pé de mim, “um tema solto” que integrou a colectânea Inéditos Vodafone 2020.

Agora, esta sexta-feira lançou um tema que, segundo ela, “vem fechar este primeiro ciclo”. Com ajuda na produção de Ned Flanger, que também a acompanha nos concertos, À porta, single e videoclipe, foi filmado em casa da avó de Rita Onofre (“onde tenho tantas memórias e que me dá sempre a sensação de segurança que só a casa da avó tem”), com realização de Luís Água e Pedro Ivan. O próximo passo será a edição, para breve, de um EP com estes quatro temas: “Sempre à procura de deixar passar aquilo que é mais nuclear em mim, decidi chamar ao EP Raiz, porque as suas músicas vêm daquilo que é primário em mim.”

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