Ana Moura lança Andorinhas, o primeiro single do seu novo álbum

Depois de Vinte Vinte (Pranto), criação conjunta de Ana Moura, Branko e Conan Osíris, lançado em Março deste ano como “enterro” alegórico de 2020 e dos seus males, lutos e perdas, a cantora estreia agora, também num videoclipe, aquele que é o primeiro single do seu futuro álbum. Nome: Andorinhas. E é de negro, como elas, que Ana Moura surge no vídeo coberta por um bioco algarvio, espécie de capote de uso popular que quase cobria as mulheres por inteiro. O anúncio do vídeo faz-se a par de um outro: o de que Ana Moura, cantora e fadista, “chegou a um momento especial no seu percurso”, apresentando-se estas andorinhas como símbolo “de liberdade e de emancipação, de criatividade em estado puro, uma recusa das amarras do sucesso, uma declaração de uma vontade de futuro.” No videoclipe participam alguns nomes conhecidos da música, como o angolano Paulo Flores, e o ambiente, como em Vinte Vinte, volta a ser o de uma assumida mestiçagem.

Filmado num cenário também algarvio, fiquemo-nos com estas palavras dos seus promotores, usadas para anunciá-lo: “No vídeo, rodado em telhados de um popular bairro de Olhão, Ana partilha espaço com quem dança e sente, mostrando-se com nova imagem e postura, com uma linguagem visual que tem tanto de autêntico quanto de universal, tanto de moderno quanto de intemporal. Sobre cadência de recorte tropical e com balanço de uma África que é tanto ancestral quanto do futuro, a artista propõe uma nova ideia para nos definir a todos, posicionando-nos num lugar que não é geográfico, mas emocional, que não é histórico, mas é, ainda assim, cultural porque não recusa tudo o que o tempo nos trouxe, desembocando num porto de Lisboa que tanto recebeu através dos tempos.” 

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