A BCG protege da diabetes? Cientista portuguesa procura a resposta na Guiné-Bissau

Desconhece-se quantas pessoas na Guiné-Bissau têm hoje diabetes de tipo 2. Sabê-lo é um dos objectivos de um projecto que junta investigadores portugueses, dinamarqueses e guineenses. Diagnosticar e tratar melhor esta doença e promover a literacia sobre ela são outros.

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Guiné-Bissau Guiné-Bissau; Foto de Manuel Roberto

Há mais de duas décadas que Eugénia Carvalho investiga os meandros bioquímicos da diabetes, num vaivém entre laboratórios de investigação na Suécia, nos Estados Unidos e Portugal. A sua geografia científica estende-se agora ao terreno e à Guiné-Bissau, onde a bioquímica portuguesa coordenará o primeiro estudo de âmbito nacional do país sobre a diabetes de tipo 2. Para tal, obteve 100 mil euros da Fundação Europeia para o Estudo da Diabetes – que, ainda assim, é metade do que considera necessário para pôr no terreno todos os objectivos do projecto, incluindo um ensaio clínico que procurará verificar se a vacina da tuberculose (a famosa BCG) tem realmente um efeito protector contra a diabetes de tipo 2. “Se houver pessoas ou fundações interessadas em financiar parte do projecto, poderemos chegar mais longe”, apela a investigadora.

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