Quando o Perseverance partiu da Terra, levou consigo o trabalho de Joana

A partir do Centro de Astrobiologia de Madrid, Joana Neto Lima analisou amostras de locais remotos da Terra para os comparar com o que o Perseverance vai encontrar em Marte. Um “trabalho de formiga”, ameaçado por falta de investimento, dependência de bolsas e um clima competitivo, em que a misoginia impera.

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Nelson Garrido

Joana Neto Lima sempre olhou para o espaço com grande curiosidade. Quando era pequena, costumava apontar para as estrelas, enquanto sonhava com mundos desconhecidos a anos-luz da sua casa e ouvia os avisos da mãe para não o voltar a fazer, já que era um sinal de “mau agouro e azar”. Ignorava-os e não deixava que nada se sobrepusesse àquela paixão — excepto os filmes de Indiana Jones que “saltearam” o seu coração por uns anos.

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