Jorge Ferraz apresenta o seu novo álbum, Colonial Wars, com Sinfonietta Kids

Há vinte anos, o PÚBLICO apresentava-o como “o mais sincrético dos artistas que nos idos de 80 incorporam a designada geração Ama Romanta”. Nessa altura, estávamos no ano 2000, Jorge Ferraz, guitarrista, compositor e produtor, em actividade desde 1983, apresentava mais um dos seus projectos, os Muad’Dib & The Jinin Orchestra. Isto depois de integrar os Bye Bye Lolita Girl (1985-86) e os Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre! (1986-1991), cujo primeiro e único álbum, Free-Terminator, foi considerado em 1998 um dos melhores álbuns da música popular portuguesa entre 1960 e 1997, numa lista publicada em livro pelo PÚBLICO e pela Fnac. Estes Muad’Dib vinham de um projecto estreado em álbum em 1998, os Muad’Dib Off Distortion.

Mas Jorge Ferraz não parou e depois vieram os Ezra Pound & A Loucura, os Fatimah X e um grupo de existência efémera, João Peste & O AcidoxiBordel, que reuniu, entre outros, músicos dos Pop Dell’Arte, dos Santa Maria Gasolina em Teu Ventre! e o saxofonista Rodrigo Amado.

Considerado pela revista Blitz, em Novembro de 2014, no número especial comemorativo dos seus 30 anos, como um dos 30 guitarristas portugueses a destacar nessas três décadas, Jorge Ferraz passou a trabalhar em nome próprio a partir de 2006, publicando três álbuns: África Mecânica De Metal (2007), Humanos Abençoados (2010) e Machines for Don Quixote ...et... viva la muerte? (2018), com temas como There is no second time and I feel fine, Disney empire, Pasolini loves sci-fi, Cocteau ne me quitte pas ou Jacques Brel in the middle.

Prepara-se para editar agora o seu quarto álbum, Colonial Wars, assassinos and poets, cujo lançamento, em edição de autor, está previsto para 7 de Maio. Sinfonietta Kids, o single que se estreia nas plataformas digitais esta quinta-feira à noite, é o seu single de apresentação.

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