Douro Superior promete festa de “arromba” com amendoeiras em flor em 2022

Bem podem as amendeiras florir para anunciarem o fim do Inverno: este ano não há festa nem visitas para seduzir. Por isso mesmo, os concelhos do Douro apontam já para o futuro e garantem que no próximo ano as celebrações, actividades e passeios serão em grande.

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Ines Fernandes / Publico
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A Associação de Municípios do Douro Superior (AMDS) promete para 2022 um programa festivo de “arromba” dedicado à Flor da Amendoeira para contribuir para a recuperação económica deste território, afectada devido à pandemia de covid-19.

Os sete municípios transmontanos e beirões que integram a AMDS aproveitavam em anos anteriores os tons branco e rosa da paisagem natural das amendoeiras em flor para atrair turistas e cada um dos concelhos fazia as suas apostas culturais e gastronómicas para os cativar.

Apesar do esforço dos municípios envolvidos, a pandemia provocada pelo novo coronavírus obrigou ao cancelamento de todas as habituais programações.

Os concelhos de Carrazeda de Ansiães, Figueira de Castelo Rodrigo, Mogadouro, Miranda do Douro, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa apostavam em actividades gastronómicas, culturais e económicas, em articulação com a AMDS.

Habitualmente, do cartaz festivo faziam parte concertos com nomes sonantes do panorama nacional da música, feiras e outros certames, desfiles etnográficos, iniciativas culturais, desportivas e degustações gastronómicas que atraiam milhares de turistas nos meses de Fevereiro e Março.

"Este ano, devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19, todas as festividades e actividades dedicadas à Flor da Amendoeira foram canceladas, o que acarreta grandes prejuízos” para o sector primário, hotelaria e restauração destes concelhos, disse à Lusa o presidente da AMDS, Nuno Gonçalves.

O também presidente da Câmara de Torre de Moncorvo avançou que em 2022 haverá um esforço redobrado por parte da AMDS para organizar um conjunto de iniciativas entre Fevereiro e Março.

Segundo Nuno Gonçalves, tem havido ao longo dos últimos anos uma mudança no paradigma da organização das rotas e programas das amendoeiras em flor, tornando-se numa actividade turística de rara beleza e não massificada, que pode ser feita em família ou com amigos, e que a pandemia acabou por interromper.

“De momento temos de aproveitar os meios digitais para a promoção e venda dos nossos produtos e das nossas paisagens”, indicou o responsável.

Os laços transfronteiriços também saem prejudicados dada a proximidade deste território com as províncias espanholas de Salamanca e Zamora, sendo que a presença de espanhóis era constante.

Fora do âmbito desta associação de municípios, também os concelhos de Alfândega da Fé e Vila Flor elaboravam os próprios programas que decorriam por esta altura do ano.

Com as temperaturas amenas que se fazem sentir, os vales dos rios Maçãs, Sabor, Tua, Águeda, Côa e Douro fazem com que as amendoeiras estejam cobertas de flor, que dão um colorido branco e rosa e que marca o fim do tempo invernoso nesta região.