Covid-19. Portugal recebe médicos e enfermeiros do Luxemburgo e França para apoiarem hospitais

Duas equipas de médicos e enfermeiros vão dar apoio nos hospitais portugueses. Uma vai para o Hospital do Espírito Santo de Évora, outra para o Hospital Garcia de Orta, em Almada.

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Manuel Roberto

O Governo “aceitou a oferta de ajuda” do Luxemburgo e da França para dar apoio ao tratamento de doentes com covid-19 nos hospitais portugueses, avança o Ministério da Saúde em comunicado.

Segundo a nota, uma equipa de dois médicos e dois enfermeiros luxemburgueses vai apoiar o serviço de Medicina Intensiva do Hospital do Espírito Santo de Évora. Outra equipa, composta por um médico e três enfermeiros franceses, vai trabalhar no Hospital Garcia de Orta, em Almada.

“Esta ajuda constitui um apoio importante a dois hospitais que têm vindo ainda a sentir uma elevada pressão ao nível dos Cuidados Intensivos”, diz a tutela em comunicado. As equipas têm chegada prevista para a semana de 15 de Fevereiro e ficam em Portugal pelo menos 15 dias.

Na semana passada, Portugal recebeu uma equipa clínica alemã formada por 26 profissionais de saúde (seis destes médicos) que está ainda a trabalhar no Hospital da Luz, em Lisboa. O grupo trouxe consigo 40 ventiladores móveis e dez estacionários, 150 bombas de infusão e outras tantas camas hospitalares.

De acordo com um comunicado conjunto dos Ministérios da Saúde e da Defesa de Portugal emitido na semana passada, os profissionais de saúde alemães permanecerão no país “durante um período de três semanas, estando prevista a substituição a cada 21 dias, até ao final de Março, caso seja necessário”.

A Áustria foi outro dos países a oferecer ajuda a Portugal nas últimas semanas. O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, disse que o país ia receber dez doentes portugueses, entre os quais cinco com infecções graves pelo novo coronavírus e cinco com outras doenças ou cirurgias pendentes. Em resposta, o Ministério da Saúde confirmou a oferta austríaca, mas não referiu se as transferências iam de facto acontecer. “Houve várias ofertas, estando todas as hipóteses a ser consideradas no sentido de continuar a assegurar os cuidados de saúde aos portugueses”, disse a tutela em comunicado.

No passado domingo, Portugal rejeitou a disponibilidade da Galiza para receber doentes com a covid-19, afirmando que as unidades da região Norte estão a conseguir dar respostas às necessidades, disse à Lusa o Ministério da Saúde.

Portugal tinha, nesta quarta-feira, 5570 doentes internados, 836 nos cuidados intensivos.