Ameaça de protestos violentos deixa capitais estaduais dos EUA em alerta máximo

Guarda Nacional está mobilizada nos cinquenta estados norte-americanos e no distrito de Columbia, quando faltam poucos dias para a tomada de posse de Joe Biden

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Capitólio, em Washington D.C., está altamente militarizado JOSHUA ROBERTS/Reuters

As capitais dos 50 estados norte-americanos, bem como o distrito de Columbia, onde fica Washington D.C., estão em alerta máximo este fim-de-semana, por causa da ameaça de ocorrência de protestos violentos e armados, numa altura em que faltam poucos dias para a tomada de posse de Joe Biden como Presidente dos Estados Unidos.

Milhares de soldados da Guarda Nacional foram mobilizados em todo o país, erguendo barreiras e reforçando as imediações dos edifícios governamentais, procurando dissuadir potenciais manifestantes de tentarem repetir a invasão ao Capitólio no dia em que o Congresso dos EUA confirmou os votos do Colégio Eleitoral e a vitória do candidato democrata na eleição de Novembro.

O FBI já tinha avisado há uns dias as várias repartições policiais estaduais para a possibilidade de protestos armados e estados como o Michigan, Virgínia, Wisconsin, Pensilvânia, Washington ou Texas activaram os respectivos protocolos de segurança. Washington D.C. está mesmo em confinamento.

Na mira das autoridades estão grupos de extrema-direita como os Boogaloo ou os Proud Boys, que planeiam ataques organizados nos próximos dias.

Cinco pessoas morreram no ataque da semana passada ao Capitólio, protagonizado por apoiantes de Donald Trump que reagiram da pior forma aos apelos do Presidente cessante para não aceitarem os resultados eleitorais e para acolherem, como sua, a narrativa da campanha republicana de que houve fraude generalizada nas presidenciais, a favor dos democratas – mesmo depois de os tribunais terem rejeitado mais de 50 processos judiciais movidos por Trump.

É expectável que o estado de alerta se mantenha elevado pelo menos até quarta-feira, data em que Biden substitui oficialmente Trump na Casa Branca e inaugura o seu mandato de quatro anos.