A música teatral em evidência em Queluz

O terceiro volume dos Cadernos de Queluz é dedicado aos modos em que se manifesta a “industria dello stupore”. Industria dello stupore (estupefação): confirmando que no século XVIII os teatros foram construídos com a intenção de “stupire”, de surpreender, seja na sala, seja no palco.

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Esta edição foi promovida pelo grupo Divino Sospiro, dirigido por Massimo Mazzeo Nuno Ferreira Santos

No inicio do Outono, foi apresentado no Palácio de Queluz o livro Theatre spaces for music in the 18th century, terceiro volume dos Cadernos de Queluz dedicados à investigação da música teatral. Esta edição, publicada com esmero pelo editor Hollitzer de Viena, foi promovida pelo grupo musical Divino Sospiro, dirigido por Massimo Mazzeo, com sede Alcochete, em colaboração com o Don Juan Archiv, igualmente de Viena. Para volumes com mais de 600 páginas, esta série, com artigos de grande qualidade escritos em português, em inglês e italiano, tem tido uma surpreendente pontualidade anual desde 2018. Os títulos anteriores cobriram os seguintes aspectos: Serenata and Festa Teatrale in the 18th Century Europe (2018), Diplomacy and the Aristocracy as Patrons of Music and Theatre in the Europe of the Ancien Régime (2019). O terceiro volume foi coordenado por Iskrena Yordanova, também do Divino Sospiro e do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Universidade Nova, por Giuseppina Raggi, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, e por Maria Ida Biggi da Fundação Giorgio Cini de Veneza. Como nos precedentes, este volume dedica amplo espaço a Portugal.

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