Ai, a velha guarda

Os velhos sempre choraram a independência dos jovens – e sempre da maneira errada. Não é só o tempo que não volta para trás: as modas passam, as pessoas morrem, outras pessoas nascem.

Sócrates teve, ao menos, a consolação de ser condenado por envenenar as cabeças dos jovens. Nesse aspecto, os velhos de hoje bem podem limpar as mãos à parede: quem nos dera ter sobre os jovens a influência suficiente para poder chamar a atenção deles, quanto mais envenená-los, esse luxo!