Portugal vai ter 22 milhões de vacinas contra a covid-19, suficientes para toda a população

Pormenores serão divulgados durante a apresentação do Plano Nacional de Vacinação, esta semana.

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Dado Ruivic/Reuters

Portugal contratualizou a compra de 22 milhões de doses de vacinas para a covid-19, o que deverá permitir que toda a população seja inoculada já no próximo ano (duas doses por pessoa).

A informação foi confirmada ao PÚBLICO pelo Ministério da Saúde e o Infarmed, depois de ter sido avançada no domingo à noite pelo comentador Marques Mendes, na SIC. No seu habitual espaço de comentário, Marques Mendes disse que as primeiras doses chegarão já em Janeiro, estando previsto que cheguem primeiro as da Pfizer e depois as da Moderna. A chegada de vacinas ao país será faseada e o plano de vacinação, que será gratuito, deverá prolongar-se até ao Verão, acrescentou.

Parco em palavras, o Ministério da Saúde limita-se a confirmar a quantidade contratualizada, acrescentando que o Plano Nacional de Vacinação será apresentado esta semana e que mais esclarecimentos serão prestados nessa altura.

Em Setembro, o Infarmed já tinha confirmado que até ao final de Outubro pretendia assinar cinco contratos com a indústria farmacêutica, para o fornecimento de vacinas contra a covid-19, além do que já tinha sido firmado com a AstraZeneca. Na mesma altura, Rui Santos Ivo, presidente do Infarmed, também adiantava que esperava receber as primeiras vacinas até ao final deste ano, ou em Janeiro de 2021. 

Nas últimas semanas assistiu-se à confirmação da eficácia muito elevada de várias vacinas e o pedido das respectivas farmacêuticas para que possam ser produzidas e comercializadas rapidamente. A Moderna anunciou esta segunda-feira que iria avançar já hoje com o pedido de uma Autorização de Introdução no Mercado condicional à Agência Europeia do Medicamento (EMA na sigla inglesa), e também junto da autoridade para o medicamento norte-americana, a Food and Drug Administration, depois de a Pfizer já o ter feito também. No final da terceira fase de ensaios clínicos, a farmacêutica afirmou que a eficácia da vacina é superior a 94% e que não provoca quaisquer efeitos secundários graves.

Uma proposta preliminar da comissão de especialistas nomeada pela Direcção-Geral de Saúde aponta para que as prioridades na vacinação passem por pessoas entre os 50 e os 75 anos com doenças graves, funcionários e utentes de lares sem limite de idade e os profissionais de saúde. A falta, até agora, da demonstração da eficácia em pessoas com mais de 75 anos levou a que esta comissão não incluísse, nesta proposta preliminar, as pessoas acima desta faixa etária, nos grupos prioritários.