A covid-19 esvaziou os hotéis de Benidorm. Resta a geometria das varandas despidas

Manuel Alvarez Diestro
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Manuel Alvarez Diestro

Benidorm é "um daqueles locais" que deixam Manuel Alvarez Diestro "perplexo". A "verticalidade e a concentração de edifícios" fazem o fotógrafo sediado em França confessar a adoração pela cidade: "Sou um verdadeiro apoiante do seu modelo de planificação e, como fotógrafo, gosto muito de a captar de um ângulo diferente", escreve ao P3. Da última vez que lá esteve, já durante a pandemia, reparou nos edifícios enquanto percorria as ruas. Deixou os pais na praia e correu a fotografá-los. O motivo?

Esta cidade espanhola é um dos destinos mais visitados, todos os anos, na Europa. A covid-19 veio, à semelhança de tantos outros destinos turísticos, deixá-la abandonada. E se, nas habitações de todos nós, as varandas se tornaram, durante o confinamento, na única porta para a rua (e também palco de manifestações de agradecimento e solidariedade), em Benidorm — "onde há o maior número de arranha-céus per capita no mundo" — isto não aconteceu. E, ainda agora, as varandas estão completamente vazias. 

Com uma abordagem minimalista, Manuel captou as fachadas dos hotéis — que se tornaram em "telas onde os padrões geométricos substituem qualquer sinal de vida humana". "Queria retratar o impacto devastador da covid-19 em Benidorm, e particularmente do ângulo do turismo", refere Manuel. Mas, principalmente, mostrá-lo "de uma forma bonita", como faz nestas imagens onde "os edifícios voltam à verdadeira arquitectura, sem intervenção humana". 

Manuel Alvarez Diestro
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