Torne-se perito Crítica

Simplesmente Fuzz, totalmente Fuzz

Ty Segall, Charles Moothart e Chad Ubovich: três a fazerem-se um num espírito, o rock’n’roll, habitado por mil possibilidades.

Rock’n’roll intenso e visceral, urgente e transportador
Foto
Rock’n’roll intenso e visceral, urgente e transportador Denee Petracek

“As pessoas nunca deixaram verdadeiramente de tocar rock’n’roll. Julgo que fomos influenciados por bandas de todas as eras e queremos prestar tributo a isso”. Assim o disse ao El Paso Times, há quatro anos, Charles Moothart, que nos Fuzz assume a posição de guitarrista e vocalista. Nessa altura, a banda em que Ty Segall, luminária rock’n’roll deste século, abandona a linha da frente e troca as seis cordas por peles e baquetas, promovia o seu segundo álbum, II.  As pessoas nunca deixaram verdadeiramente de tocar rock’n’roll, verdade indesmentível. As pessoas nunca deixaram verdadeiramente de tocar rock’n’roll assim, como este dos Fuzz: intenso e visceral, urgente e transportador, reverente pela história apenas no sentido de tentar, em cada momento, fazer justiça a uma diversidade de momentos fundadores, de verdades irreprimíveis, de uma sensação de bem-vinda libertação constantemente renovada (uns anos foram menos a fazê-lo, noutros surgiram vagas a dar ares de comunidade e “renascimento”, mas, como o testemunha o catálogo da editora dos Fuzz, a In The Red, fundada em 1991 e gloriosamente independente, militantemente rock’n’roll, nunca foi real o perigo de extinção).