Extrema-direita aproveita a covid-19 para ganhar espaço nas ruas

Manifestantes de extrema-direita envolveram-se em confrontos com a polícia em Itália e na Polónia durante o fim-de-semana. Na Alemanha, o organismo governamental que gere a pandemia foi atacado com garrafas e líquidos inflamáveis. Movimentos extremistas têm aumentado a sua influência, aproveitando teorias da conspiração divulgadas online.

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Confrontos entre a polícia e membros do Força Nova, partido de extrema-direita, em Itália EPA/CLAUDIO PERI
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Protesto anti-confinamento em Varsóvia Reuters/AGENCJA GAZETA
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Grzegorz Braun, um dos líderes da Confederação, ao lado de Jstyna Socha, uma das líderes do movimento antivacinas na Polónia Reuters/AGENCJA GAZETA

Durante o último fim-de-semana, Itália, Polónia e Alemanha foram palco de manifestações contra as restrições impostas pelos respectivos governos para conter a propagação do coronavírus.  O fenómeno não é novo, nem exclusivo daqueles países, e está inserido dentro de uma tendência que tem vindo a crescer na Europa: o envolvimento da extrema-direita nos protestos contra medidas para a contenção do coronavírus.