Pedro Rodrigues desafia militantes do PSD para reflexão à margem do conselho estratégico

Deputado social-democrata quer gerar um “compromisso para um novo projecto político para Portugal”

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Pedro Rodrigues promete levar as conclusões dos debates aos órgãos do PSD Nuno Ferreira Santos

O deputado do PSD Pedro Rodrigues, crítico da actual direcção de Rui Rio, desafia os militantes do partido para formarem grupos de trabalho para debaterem nos próximos meses os desafios pós-covid, com vista a gerar um “compromisso para um novo projecto político”. O objectivo é que o PSD possa liderar uma “nova maioria” de centro-direita e de direita democrática.

Na sequência da iniciativa “conversas ao sábado”, que decorreu por via digital durante a fase do confinamento, o deputado do PSD escreveu um conjunto de textos que servem de base aos debates que quer promover em torno dos desafios pós-covid. Da regeneração do sistema político à saúde, passando pela competitividade da economia, os 10 temas propostos para reflexão vão ser aprofundados por grupos de trabalho (que vão integrar personalidades ainda a divulgar) e em debates (que decorrerão na sua maioria online) nos próximos sete meses.

No final está prevista uma apresentação pública das conclusões e a assinatura de um “compromisso para um novo projecto político”. Pedro Rodrigues, ex-líder da JSD e que foi apoiante de Rui Rio, diz que a iniciativa é o seu “contributo” como deputado e militante do PSD, “de forma positiva e transparente”, assumindo que levará as conclusões dos trabalhos aos órgãos do partido.

“É preciso uma nova forma de mobilizar a sociedade civil e os sectores mais dinâmicos que permita que o PSD volte a liderar uma nova maioria”, justificou ao PÚBLICO Pedro Rodrigues, que já admitiu ser candidato à liderança do partido.

Lançando um texto em que desafia os militantes do PSD a participarem na iniciativa, o deputado aponta a necessidade de “criar uma alternativa inteligível ao PS” num momento em que Portugal vai receber a “bazuca” europeia e em que é preciso “libertar a classe média da asfixia fiscal”. 

Questionado sobre o motivo pelo qual não desenvolve as propostas no âmbito do conselho estratégico nacional (CEN), o órgão consultivo do PSD, Pedro Rodrigues referiu não pertencer ao CEN e a necessidade de “olhar de forma mais desempoeirada” para os temas “sem os formalismos institucionais”.