Mundo ultrapassou um milhão de mortes por covid-19

Mais de nove meses depois do aparecimento do primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus, o número mundial de mortes ultrapassou esta segunda-feira a marca do um milhão. Os Estados Unidos são o país que acumulou mais mortes, seguidos pela Índia e pelo Brasil.

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Miguel Manso
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O mundo atingiu esta terça-feira um milhão de mortes por covid-19. De acordo com a Universidade de Johns Hopkins, que tem contabilizado os vários indicadores da evolução do vírus desde o início da pandemia, registavam-se às 1h45 1.000.555 mortes por covid-19 em todo o mundo.

A 11 de Janeiro deste ano, órgãos de comunicação social de todo o mundo anunciavam o primeiro óbito: um homem de 61 anos tinha morrido a 9 de Janeiro na cidade de Wuhan, na China. Esse homem desenvolveu uma pneumonia grave e tinha outras doenças associadas. A partir daí, cidades na China ficaram em quarentena, os casos foram-se confirmando um pouco por todo o mundo e as mortes aumentando.

A primeira morte fora da China foi anunciada a 2 de Fevereiro: era um homem de 44 anos nas Filipinas. Nessa altura, já se tinham registado mais de 360 óbitos. O mundo foi ficando a saber que estava mesmo perante um vírus que podia matar. Entretanto, passageiros de um navio de cruzeiro (o Diamond Princess) ficam em quarentena no Japão, o vírus e a doença que provoca ganharam um nome e a Europa anuncia o seu primeiro caso a 14 de Fevereiro.

No final de Fevereiro, é registada a primeira morte nos Estados Unidos e os números em Itália, mais concretamente na região da Lombardia, começam a crescer mais depressa. Em Março, acaba por ser anunciado o primeiro caso em Portugal e a primeira morte acontece a 16 de Março – hoje são quase 2000. Também neste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declara pandemia. Em todo o mundo são adiados eventos – entre eles, os Jogos Olímpicos – e muitos países decretam confinamentos. Surgem dúvidas se se deve usar máscara e em que contextos. Multiplicam-se os grupos que dizem estar a desenvolver vacinas e questiona-se quando estará disponível. Questiona-se como se pode alcançar a imunidade de grupo e que imunidade terá quem já contraiu o vírus.

O mundo chega ao milhão de mortes cinco meses depois ter passado a fasquia de um milhão de infectados, a 3 de Abril. Neste momento, são os Estados Unidos o país que acumulou mais mortes, seguido pela Índia e pelo Brasil. Já a Argentina é o país com mais mortes por mil habitantes.

A investigação sobre o vírus, o desenvolvimento de vacinas e a aplicação (e reflexão) sobre as melhores medidas de saúde pública continuam num hemisfério Norte que atravessará ainda um Inverno, onde a covid-19 pode encontrar a gripe. Na semana passada, Michael Ryan, director do programa de emergências sanitárias da Organização Mundial da Saúde, avisou que “é muito provável” que o número de mortes duplique no próximo ano, se não se usarem as ferramentas já conhecidas para conter os contágios. Com Pedro Sales Dias