PSD reduziu passivo em 41% entre 2017 e 2019

Sociais-democratas vão permitir a inscrição no partido de forma totalmente digital.

Rui Rio divulgou os resultados líquidos positivos do partido sob a sua liderança
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Rui Rio divulgou os resultados líquidos positivos do partido sob a sua liderança LUSA/LUÍS FORRA

O PSD liderado por Rui Rio reduziu o seu passivo em 5,9 milhões de euros, o que representa 41%, entre 2017 e 2019, segundo um comunicado do partido divulgado esta segunda-feira

“O PSD continua empenhado na reestruturação financeira, no pagamento a fornecedores, assim como no apoio às suas estruturas internas”, de acordo com a nota, que refere a aprovação no conselho nacional da passada sexta-feira, por unanimidade, do orçamento do partido para 2020 e a sua repartição pelas estruturas ligadas ao partido - JSD (juventude), TSD (trabalhadores) e ASD (autarcas).

Na mesma nota, o PSD informa que registou em 2019 um resultado líquido do exercício positivo de 891 mil euros, depois de em 2018 o resultado positivo ter sido de 764 mil euros face aos 2,48 milhões de euros registados em 2017, sob a liderança de Passos Coelho.

Relativamente à campanha para as eleições legislativas, o resultado foi negativo em 2519 euros, “fruto do rigor e do controlo da despesa” no total gasto de 1,86 milhões de euros que “contrastam com os 4,6 milhões de euros” despendidos em 2015. Na sequência dos resultados, o valor da subvenção mensal do PSD baixou 38 mil euros mensais, o que foi “totalmente acomodado pela tesouraria” do partido, tendo em conta a “reestruturação iniciada em 2018”.

Já nas europeias, o resultado da campanha “foi nulo”, já que o PSD gastou 850 mil euros e investiu apenas 31 mil euros, montante que foi “integralmente coberto pela subvenção pública.”

Após o primeiro conselho nacional desde o congresso de Fevereiro, que se realizou o PSD faz ainda um balanço da introdução de um novo sistema de pagamento de quotas (através de uma referência multibanco), o que permitiu actualizar 35.923 contactos de militantes.

Lembrando que foi também disponibilizada uma aplicação para telemóvel aos militantes (com 4494 registos), o PSD informou ainda que assinou um protocolo com a Agência de Modernização Administrativa (AMA) que vai permitir o lançamento da inscrição no partido com a chave digital do cartão de cidadão, “o primeiro partido português com este serviço” num modelo “totalmente desmaterializado e online”. O serviço deve ser lançado até ao final de 2020.

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