Louis Vuitton lança viseiras que podem ser chapéus, pela ‘modesta’ quantia de 800 euros

A marca de luxo francesa é a mais recente a aderir ao fabrico de artigos de protecção da covid-19, cujos preços fazem arregalar os olhos de qualquer um.

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A viseira da marca francesa pode ser transformada num chapéu Louis Vuitton

Quem diz que não se pode estar protegido da covid-19 e continuar a ter estilo? De certa forma, apenas quem pode pagar as máscaras de luxo que durante os últimos meses têm sido lançadas por diversas marcas e designers.

Agora é a vez da Louis Vuitton de se lançar neste mercado, com uma viseira que promete ser “tanto elegante como de protecção”, referiu a casa de moda francesa em comunicado, citada pela Vanity Fair.

No valor de aproximadamente 800 euros (961 dólares), segundo avança o mesmo órgão, esta viseira escurece à luz do sol e pode ser puxada para cima, transformando-se num chapéu. Tem ainda uma fita elástica com o típico padrão da marca e tachas douradas com o logótipo Louis Vuitton gravado. A viseira estará à venda a partir de 30 de Outubro, em lojas seleccionadas da marca. 

Mas vamos a contas?

A Louis Vuitton não é a primeira marca a lançar máscaras ou, neste caso, viseiras de luxo a preços que, para a maioria das pessoas, seriam impensáveis.

Contudo, sendo este um objecto que passou a fazer parte do nosso quotidiano, os designers aproveitaram a onda e deram asas à sua criatividade, produzindo máscaras para todos os gostos e estilos (mas não para todas as carteiras).

Utilizando as matérias-primas mais caras, há máscaras em caxemira e linho, costuradas à mão ponto a ponto, enfeitadas com cristais Swarovski ou estampadas com desenhos de autor. Existe também um cachecol-máscara – a conjugação de uma máscara social a exuberantes lenços.

Como seria de esperar, estes pequenos “adereços” não têm valores simbólicos, e podem ir dos 40 aos 430 euros (45 a 500 dólares). Se somarmos a este último o preço da nova viseira da Louis Vuitton, temos a modesta quantia de 1230 euros, o que se traduz em quase dois ordenados mínimos em Portugal.

Ainda que os preços destas máscaras sejam elevados, as respectivas marcas têm contribuído para o combate ao coronavírus de diversas formas. Em Abril, a Louis Vuitton produziu equipamento de protecção para ajudar os profissionais de saúde na linha da frente. Na altura, a casa de moda anunciou que iria redireccionar vários dos seus locais de fabrico para produzir estes equipamentos e que iria doar milhares de batas a seis hospitais em Paris.

Já Aude De Wolf, a criadora do cachecol-máscara, cujo preço pode chegar aos 160 euros, tem feito, paralelamente, máscaras cirúrgicas grátis para os hospitais, e o valor total das vendas das máscaras de Virgil Abloh, que custam 82 euros (95 dólares), reverte para a luta contra a pandemia. 

Ainda que chamem a atenção de muitos olhos, estas máscaras e viseiras não garantem uma maior protecção e segurança apenas por serem feitas com materiais de maior qualidade e mais caros. Segundo os especialistas, a melhor opção continua a ser o algodão, quer para o conforto quer para a protecção.

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