Morreu Diana Rigg, a Vingadora que casou com James Bond e jogou aos Tronos

A actriz inglesa, de 82 anos, morreu esta manhã.

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Reuters/Mark Cardwell
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Diana Rigg, Lady Olenna Tyrell em "Guerra dos Tronos" HBO

Diana Rigg, a veterana actriz britânica que fez uma longa carreira pelos palcos, assim como pelo grande e pequeno ecrãs, morreu aos 82 anos. Segundo a filha, a também actriz Rachael Stirling, Rigg morreu de um cancro que lhe foi diagnosticado em Março, avança AP.

“Morreu pacificamente nesta madrugada. Estava em casa, com a sua família, que pediu privacidade neste momento difícil”, revelou o seu agente, citado pela BBC.

Nascida em Doncaster, em 1938, Diana Rigg passou os primeiros anos na Índia. Em 1955, foi estudar para a Royal Academy of Dramatic Art, tendo-se estreado no teatro, parte importante da sua carreira quer em Inglaterra quer nos Estados Unidos, dois anos depois. Em 1959, começou a trabalhar com a Royal Shakespare Company, uma colaboração que se manteve até 1967. Em 1971, estreou-se na Broadway, com várias nomeações para os Tony de Melhor Actriz em Abelardo e Heloísa, de Ronald Millar. Nessa mesma década, fez parte da National Theatre Company. Manteve-se nos palcos até bem tarde, tendo participado numa produção de Minha Linda Senhora em 2018.

O seu nome tornou-se popular nos anos 1960 ao interpretar o papel de Emma Peel, na série Os Vingadores, em que fazia par com Patrick Macnee. Só entrou na série a partir da quarta temporada, em 1965, tornando-se a segunda parceira do agente secreto John Steed. Foi nessa altura que a série começou a chegar aos Estados Unidos, o que a tornou ainda mais popular do que Honor Blackman, a sua antecessora. Em 1969, tal como Blackman, que substituiu em Os Vingadores, foi uma Bond girl diferente de todas as outras em Ao Serviço de Sua Majestade​, já que, como a condessa Teresa di Vicenzo, foi a única mulher a casar com o agente secreto 007, pela primeira e última vez interpretado por George Lazenby.

Mais recentemente, e já com mais de 70 anos, voltou à ribalta no papel marcante de Lady Olenna Tyrell, na série Guerra dos Tronos da HBO, tendo com essa interpretação sido nomeada para um Emmy.

No cinema, estreou-se em 1968, numa adaptação de Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare, realizada por Peter Hall, ao lado de nomes como Helen Mirren, Ian Holm ou Judi Dench. Também fez, em 1970, outro Shakespeare no cinema: Júlio César, de Stuart Burge. Participou em filmes como O Hospital, de Arthur Hiller, de 1971, ou Matar ou não Matar..., de Douglas Hickox, ao lado de Vincent Price, em 1973, ou Os Marretas Contra-Atacam, de Jim Henson, em 1981. Trabalhou com realizadores como Basil Dearden, Harold Prince, Michael Winner ou Guy Hamilton.

O seu derradeiro filme está em pós-produção: Last Night in Soho, de Edgar Wright. Também filmou um papel numa minissérie co-produzida pela BBC e o FX, uma nova adaptação de Black Narcissus, o romance de Rumer Godden.

As contas oficiais de A Guerra dos Tronos e de James Bond no Twitter já reagiram a lamentar a morte da actriz.

Em 1990 ganhou um prémio BAFTA (os prémios britânicos para cinema e TV) pelo papel de mãe obsessiva no drama da BBC Mother Love. Quatro anos depois foi a vez de receber um Tony de melhor actriz pela sua representação na peça de teatro Medea. Na prateleira de troféus conta ainda com um Emmy, conquistado como Mrs. Danvers numa adaptação televisiva (1997) de Rebecca, o romance de Daphne du Maurier popularizado pelo filme clássico de Alfred Hitchcock.

Pelo seu impacto no mundo da interpretação, foi nomeada Comandante da Ordem do Império Britânico​ em 1988 e Dame em 1994.