Sete adolescentes detidos por suspeita de violação em grupo de jovem em Israel

Menores, de 17 anos, terão participado na violação colectiva de uma adolescente de 16 anos. O caso chocou Israel, o primeiro-ministro classificou-o como “crime contra a humanidade”.

A violação ocorreu na cidade turística de Eilat
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A violação ocorreu na cidade turística de Eilat Henrik Sendelbach

Sete adolescentes foram detidos neste domingo em Israel por suspeitas de envolvimento na violação de uma adolescente de 16 anos, na qual participaram mais homens, com idades a rondar os 20 anos, numa localidade de férias do sul do país.

Os suspeitos foram detidos na manhã deste domingo, no âmbito da investigação em curso, e estão a ser interrogados, informou um porta-voz da polícia à agência de notícias espanhola Efe, acrescentando que já há dez pessoas detidas. Uns terão violado a adolescente, outros terão filmado o crime. Segundo o Jerusalem Post, a polícia irá efectuar mais detenções "em breve”.

O caso causou uma grande indignação a nível nacional. O Presidente de Israel, Reuven Rivlin, escreveu uma carta aberta à juventude do seu país numa longa publicação no Facebook, relata o Times of Israel: “Ataque sexual, violação, exploração sexual, violência sexual: estas são algumas das nódoas que não se podem apagar”, disse. Este tipo de crimes “destroem a nossa sociedade”.

Segundo a adolescente, a violação ocorreu em meados deste mês, quando esteve em Eilat, situada nas margens do Mar Vermelho, com um amigo. Ela relatou ter sido violada por um grande grupo de homens alcoolizados.

De acordo com a versão de um dos suspeitos, um grupo de homens fez fila à entrada de um quarto de hotel e, um a um, iam entrando para violar a adolescente.

O número de pessoas envolvidas – inicialmente pensou-se que cerca de 30; serão eventualmente menos – gerou uma grande agitação social e, na última quinta-feira, provocou manifestações em diferentes pontos do país. A maior foi em Telavive, onde mais de mil pessoas se concentraram no centro da cidade para mostrar solidariedade à vítima e exigir políticas mais fortes contra a violência sexual.

“É chocante  não há outra palavra para o classificar”, disse o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, apelando ao julgamento dos suspeitos. “Não é apenas um crime cometido contra uma rapariga. É um crime contra a humanidade que merece ser condenado por todos”, declarou.

​Ilana Weizman, do grupo de defesa dos direitos das mulheres HaStickeriot disse à AFP que uma em cada cinco mulheres israelitas é violada em algum momento da sua vida e que há 260 casos de violação todos os dias. “Temos de educar os nossos rapazes sobre o que é consentimento, e desde muito cedo”, afirmou.

Nove em cada dez casos de investigação de suspeita de violação são encerrados sem acusação, diz o  Times of Israel.

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