Homem detido por suspeita de atear incêndio que destruiu canis em Santo Tirso

Suspeito terá provocado fogos em Valongo e Baltar. Um dos fogos chegou a Santo Tirso e matou dezenas de animais. Detido terá ateado mais de trinta fogos.

Foto
Mais de 70 animais morreram em Santo Tirso num incêndio em Julho PAULO PIMENTA

A Polícia Judiciária deteve ontem um electricista de 29 anos de idade, por suspeita de ter ateado mais de 30 incêndios numa área compreendida entre a freguesia de Sobrado, no concelho de Valongo, e a freguesia de Baltar, no concelho de Paredes​. Em comunicado, as autoridades referem que os fogos “terão sido provocados com recurso a isqueiro” e o suspeito terá começado incêndios “pelo menos desde o início de Julho”.

Um dos incêndios de que as autoridades suspeitam ter sido deflagrado por este detido é o fogo em Santo Tirso, que destruiu dois abrigos e matou dezenas de animais no mês de Julho. O fogo começou em Valongo e as autoridades referem que “a imputação de também esta ignição está a ser avaliada pela investigação”.

Os fogos deflagrados pelo suspeito nas zonas de Valongo e Baltar, diz a PJ, tem originado um esforço considerável por parte dos bombeiros e entidades responsáveis pela conservação da floresta”. A maior parte das zonas ardidas pelo suspeito são zonas com “inúmeras empresas e residências”.

GNR diz que a sua acção permitiu salvar a maioria dos animais, mas pessoas acusam autoridades de lentidão Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Câmara de Santo Tirso e GNR afirmam que canil ficou parcialmente destruído Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Incêndio começou durante a noite de sábado Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Autoridades tiveram de escoltar proprietárias do "Cantinho das Quatro Patas", devido a insultos e ameaças de agressão pelos populares Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Canil foi alvo de queixas em 2017 devido às fracas condições de higiene, mas Ministério Público arquivou o processo por entender "não haver crueldade em manter animais num espaço sujo, com lixo, dejectos e mau cheiro" Paulo Pimenta
Paulo Pimenta
Fotogaleria

PAN, associação ANIMAL e milhares nas redes sociais reclamam por justiça. GNR afasta responsabilidades, mas confirma que proprietários impediram entrada de apoio.

Paulo Pimenta

O homem, contam as autoridades, conciliava o ateamento dos incêndios com o seu trabalho. Segundo a PJ, o detido circulava constantemente, “de dia e de noite, nas zonas florestais, efectuando múltiplas manobras evasivas e condução errática, presumivelmente para despistar as autoridades.”

As autoridades confessam ainda que os movimentos do homem obrigaram a dispensar “consideráveis recursos humanos e materiais”, depois de mais um incêndio iniciado pelo suspeito.

A detenção, menciona a Directoria do Norte da PJ, foi feita em colaboração com diferentes entidades e autoridades, como a Guarda Nacional Republicana, a Protecção Civil, corporações de bombeiros voluntários locais e o Grupo de Trabalho do Norte de Redução das Ignições Florestais.

Não é a primeira vez que é indiciado pelas autoridades, já que, aponta o comunicado, tem antecedentes policiais por crime de incêndio florestal. O homem vai ser agora apresentado em tribunal para o “primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coacção tidas por adequadas”.