A milonga triste argentina tornou-se canção de Alceu Valença: “Tá pior vai piorar”

Elogiada pelas medidas firmes adoptadas para combater a pandemia, a Argentina debate-se com o impacto dessa firmeza numa economia que vinha débil e agora está de rastos. Num país de 45 milhões de pessoas, há agora 21 milhões de pobres.

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No bairro pobre onde nasceu o futebolista Carlos Tévez, Fuerte Apache, prepara-se uma refeição comunitária Juan Ignacio Roncoroni/EPA
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Um protesto contra a falta de comida na sopa dos pobres Juan Ignacio Roncoroni/EPA
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A insegurança alimentar é uma das consequências das medidas para conter a pandemia Juan Ignacio Roncoroni/EPA

A economia da Argentina já chegou mal à pandemia. E apesar dos elogios internacionais à resposta rápida e decidida do Governo de Alberto Fernández face à crise da covid-19, as medidas aplicadas para combater o aumento das infecções escavaram ainda mais o poço onde o país estava metido. E para cúmulo, os casos de infectados com SARS-CoV-2 estão em crescendo desde que começou o desconfinamento. Na quarta-feira, o Presidente reconheceu: “O coronavírus matou a economia”.