É homem e quer marcar um encontro com uma mulher? Esconda o seu gato

Centenas de mulheres foram convidadas a dar a sua opinião sobre a fotografia de dois homens, ambos retratados com e sem gato ao colo. E as reacções foram inequívocas. Assim que o indivíduo surgia com o bichano, era descartado, revela estudo norte-americano.

Um estudo de 2019 mostrou como acariciar gatos e cães pode reduzir o stress
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Um estudo de 2019 mostrou como acariciar gatos e cães pode reduzir o stress Raul Varzar/Unsplash

Cada vez há mais pessoas a utilizarem sites de encontros para procurar parceiros para uma só saída ou até para uma relação mais séria. E se investigações anteriores mostravam que o facto de um homem ter um animal de estimação tornava-o mais atraente aos olhos das mulheres; uma nova investigação revela que nem todos os animais de estimação se prestam a ser casamenteiros. Um estudo de duas universidades, nos Estados Unidos, concluiu que a maioria das mulheres rejeita a ideia de sair com homens que se apresentem nos seus perfis de redes sociais com um gato ao colo.

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“Os homens com gatos foram vistos como menos masculinos” e “mais neuróticos”, informam as autoras Lori Kogan, da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Colorado, e Shelly Volsche, do Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Boise, no Idaho.

Kogan e Volsche, que publicaram o seu trabalho na plataforma MDPI, explicaram ainda que os resultados variaram ligeiramente quando a mulher questionada se identificava como uma amante de gatos. Ainda assim, as investigadoras consideram justificar-se uma análise mais aprofundada dos efeitos das diferentes espécies de animais de companhia na percepção da masculinidade e da possibilidade de se ser escolhido para um encontro. Por isso, sugerem a realização de uma nova investigação que compare as reacções das mulheres a homens com e sem cão — e qual o papel da raça e do tamanho do mesmo na percepção criada.

O inquérito foi realizado a um total de 1385 pessoas, mas a amostra aceite, que obedecia aos critérios predeterminados (ser do sexo feminino e ter entre 18 e 24 anos), foi de pouco mais de metade (708).

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Yerlin Matu/Unsplash

Maus para namorar, bons para o coração

Apesar deste novo estudo colocar os gatos afastados da equação da conquista romântica se se for homem e se quiser criar laços com uma mulher, os felinos são tidos como um antídoto para problemas cardíacos.

Um estudo de 2019, realizado na Universidade Estadual de Washington e publicado na Science Daily, mostrou como acariciar gatos e cães pode reduzir o stress. É que, além de serem observados os comportamentos, foram testados os níveis de cortisol na saliva dos participantes: “Os que estavam directamente com os animais tinham significativamente menos cortisol na sua saliva após a interacção”, escreveramnos investigadores.

Os resultados dão força a estudos mais antigos que indicam que viver na companhia de um gato influencia o risco de problemas cardíacos. Em 2009, um trabalho publicado no Journal of Vascular and Interventional Neurology demonstrava que havia “uma diminuição do risco de morte devido a um enfarte do miocárdio e a todas as doenças cardiovasculares (incluindo AVC) entre as pessoas com gatos”, sugerindo até que os felinos fossem incluídos numa “nova estratégia para reduzir o risco de doenças cardiovasculares em indivíduos de elevado risco”.

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