Bruno Lage elogia Weigl e não “deixa cair” Dyego Sousa

A conferência de imprensa de lançamento da partida frente ao Santa Clara (terça-feira, 19h15) foi bastante focada em individualidades e Lage confirmou que Jardel ainda não está apto para defrontar os açorianos.

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Lage fez a antevisão do jogo frente ao Santa Clara LUSA/FILIP SINGER

Bruno Lage, treinador do Benfica, fez, nesta segunda-feira, destaques individuais na equipa “encarnada”. Não “deixou cair” Dyego Sousa, depois de ter substituído o avançado ao intervalo do jogo frente ao Rio Ave, e elogiou a subida de rendimento do alemão Weigl.

“Dyego Sousa não teve um jogo mau, fez exactamente aquilo que lhe pedi. Estrategicamente, queríamos um jogador assim [frente ao Rio Ave]. Seferovic e Vinícius jogam muito no ataque na profundidade, enquanto o Dyego joga muito bem entre linhas, mas precisa de outro colega na profundidade. Vejam o jogo que fez com o Shakhtar. Estou muito satisfeito com trabalho dele”, garantiu sobre o brasileiro, antes de elogiar o médio recém-contratado.

“Chegar a um país onde não domina a língua, não conhece o futebol e triunfar de imediato não é fácil. Mas a forma como o clube o recebeu e a forma como ele se envolveu permitem-me dizer que a adaptação está a correr dentro da normalidade”, disse o treinador, na antevisão do jogo frente ao Santa Clara (terça-feira, 19h15).

Confiança em Nuno Tavares

A conferência de imprensa de lançamento da partida acabou por ser bastante focada em individualidades e, nesse sentido, Lage confirmou que Jardel ainda não está apto para defrontar os açorianos e reiterou a confiança em Nuno Tavares, que rendeu o lesionado Grimaldo no triunfo em Vila do Conde.

“[Fiquei] muito satisfeito com o Nuno [Tavares], não apenas no jogo, mas ao longo da época. Sente que é uma solução válida. O Grimaldo tem feito uma grande época, muito à sua imagem e, não estando disponível, o Nuno [Tavares] sabia que ia jogar e nós sabíamos que ele iria corresponder”, assegurou o técnico.

Lage regozijou-se ainda por “ter sempre alguém no banco disponível para entrar e resolver os problemas”, lembrando que, à imagem do que aconteceu no último jogo, em que Seferovic saiu do banco de suplentes para empatar a partida e iniciar a reviravolta, há seis meses “foi Vinícius a entrar e resolver”, como no encontro da primeira volta com o Santa Clara.

Sobre a partida, Lage considerou que o Santa Clara é um adversário que tem feito um percurso “muito competente”, que vai criar “outro tipo de problemas e oportunidades para explorar”, ciente de que a sua equipa terá de estar “ao melhor nível emocional para conseguir os três pontos”.

Por fim, o treinador do Benfica assumiu que a falta de público nos estádios pode explicar a perda de pontos das equipas mais fortes. E exemplificou: “Sentimos a falta dos nossos adeptos, isso é notório. [Temos] Recepções fantásticas onde estamos, nos hotéis, à entrada do estádio, mas aquele calor dos adeptos e o apoio que nos fazem sentir ao longo da época é algo que não sentimos. Ouvimos a voz de toda a gente e faltam-nos aqueles para apoiar e empurrar esta equipa para a recta final”, lamentou Lage.

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