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Manifestantes indianos queimam fotografia do Presidente chinês, Xi Jinping, em Mumbai DIVYAKANT SOLANKI/EPA
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Xi Jinping, Presidente da China e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia KENZABURO FUKUHARA / EPA
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Vigília pelos soldados indianos mortos em Ladakh RAMINDER PAL SINGH / EPA
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Contigente militar indiano na região de Caxemira, a caminho do vale Galwan STRINGER / EPA

China vs Índia: um choque de titãs na fronteira dos Himalaias

Disputa territorial entre as potências asiáticas tem origem na descolonização britânica e provocou uma guerra em 1962. Militarização dos dois lados da fronteira aumentou a tensão e os confrontos de segunda-feira foram os mais violentos desde 1975.

É um dos conflitos geopolíticos clássicos congelados do século XX, daqueles em que os dois lados da barricada já levam décadas de convivência e de coabitação num cenário altamente militarizado e onde a tensão, mesmo no mais plácido dos dias, se sente e se cheira no ar. A disputa entre a China e a Índia na região dos Himalaias, e ao longo de vários pontos de uma fronteira com quase quatro mil quilómetros, que percorre cinco estados indianos, tem sido mais pacífica que violenta, mas confrontos como os da semana passada, em que morreram pelo menos 20 soldados indianos e um número não divulgado de militares chineses, fazem estremecer sempre toda a região – e o mundo – e servem de lembrete para o potencial explosivo da disputa.