Dominado incêndio em Aljezur, mas tempo quente ainda preocupa

Entre 30 a 40 pessoas foram retiradas de casa na sexta-feira. Este sábado, já regressaram às suas habitações e outras, como estavam em autocaravanas, deslocaram-se para outros locais”.

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Paulo Pimenta/Arquivo

O incêndio que deflagrou na sexta-feira em Aljezur, no Algarve, foi dado como dominado às 9h10 deste sábado, anunciou o segundo comandante, Abel Gomes, do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro.

Os operacionais que estiveram no teatro de operações “foram incansáveis”, o que permitiu dominar o incêndio no período da manhã, afirmou o segundo comandante, Abel Gomes, em conferência de imprensa em Budens, Vila do Bispo.

Contudo, advertiu, apesar do incêndio de Vilarinha estar dado como dominado, continuam a existir “pontos muito sensíveis”, que “oferecem grande preocupação” aos bombeiros.

“Face às condições meteorológicas que se prevêem para o dia de hoje [sábado], podemos ter uma situação a reverter-se a qualquer momento”, avisou o responsável. “Temos a perfeita consciência que vamos ter situações de projecções criadas naturalmente por reactivações que vão acontecer durante o dia”, disse Abel Gomes.

Perante este cenário, avançou, vai manter-se todo o dispositivo no “teatro de operações” porque vai haver “certamente trabalho não para as próximas horas, mas para os próximos dias”, sendo preciso acautelar que “todo o trabalho que foi feito agora não é perdido”.

Na sexta-feira, fonte do CDOS de Faro revelou à Lusa que foram “retiradas da zona 30 a 40 pessoas, que foram deslocadas para a aldeia da Pedralva, em Vila do Bispo. Este sábado, o CDOS informou que “as pessoas já regressaram às suas habitações e outras, como estavam em autocaravanas, deslocaram-se para outros locais”.

Noite “muito trabalhosa"

Segundo Abel Gomes, a noite passada foi “muito trabalhosa”: “Tivemos uma meteorologia que quase sempre contrariou aquilo que eram as previsões. Muito mais grave em termos meteorológicos, a velocidade do vento que se fazia sentir foi sempre muito superior àquilo que eram as previsões”.

A situação “dificultou a tarefa dos operacionais” e que não permitiu dominar o incêndio ainda durante o período nocturno como pretendiam. “Também associado a este fenómeno a orografia não permitiu que houvesse acessibilidade a todas os locais da frente de fogo” pelo que tiveram que ser criadas condições pelas máquinas de rastos e pelos operacionais para que fosse possível obter os resultados hoje de manhã.

Segundo dados disponibilizados no site da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, às 10h30 estavam no combate ao incêndio 461 operacionais, apoiados por 145 meios terrestres e seis aeronaves.

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