Covid-19. Há mais cinco mortes e 294 novos casos de infecção, 92% na região de Lisboa

Encontram-se internadas 417 pessoas (mais 23 do que no dia anterior) e 70 em unidades de cuidados intensivos (mais cinco do que na terça-feira).

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Miguel Manso

Portugal registou esta quarta-feira mais 294 casos de infecção pelo novo coronavírus (num total de 35.600), o que corresponde a um aumento de novos casos de 0,8%. Registaram-se mais cinco mortes no país (quatro delas em Lisboa e Vale do Tejo), contabilizando-se um total de 1497 vítimas mortais.

Dos 294 casos registados nas últimas 24 horas, 270 foram identificados na região de Lisboa e Vale do Tejo, o que corresponde a 92% do total de novos casos.

Os dados foram divulgados esta quarta-feira no boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS), que todos os dias é actualizado com a informação recolhida até à meia-noite do dia anterior.

Já recuperaram da infecção 21.742 pessoas, mais 403 do que as registadas na terça-feira. Há ainda 417 pessoas internadas (mais 23 do que no dia anterior) e 70 em unidades de cuidados intensivos (mais cinco do que na terça-feira).

A taxa de letalidade global da covid-19 em Portugal encontra-se nesta altura nos 4,2%. Acima dos 70 anos está nos 17,5%, revelou esta quarta-feira a ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa diária sobre a situação da pandemia no país.

Embora a região de Lisboa e Vale do Tejo continue a registar a maior parte dos novos casos, em termos absolutos e desde o início da pandemia, a região Norte continua a ser aquela com mais casos de infecção, com 16.988 casos e 809 mortes (mais 21 casos e zero mortes do que na terça-feira). Na região da capital regista-se um total de 13.878 casos e 412 óbitos, mais quatro mortes do que na terça-feira.

Por concelhos, Lisboa concentra o maior número de casos (com 2751), seguindo-se Sintra (1754 casos), Vila Nova de Gaia (1592) e o Porto (1414).

Retirando ao total de infecções o número de mortes e de recuperados, há 12.361 casos de infecção ainda activos em Portugal — menos 114 do que na terça-feira.

Cinco concelhos em Lisboa com 90% dos novos casos

Na conferência de imprensa desta quarta-feira, Marta Temido salientou que a incidência da doença em cinco concelhos da região de Lisboa continua a ser a mais alta do país: Lisboa, Loures, Amadora, Sintra e Odivelas.

Os cinco concelhos da área metropolitana de Lisboa já referidos concentram 90% dos novos casos que se verificaram ontem, revelou Marta Temido. Destes, Lisboa é que têm menor incidência por cem mil habitantes: 37,85. No outro extremo, a inspirar maior preocupação, está a Amadora, com incidência de 99,6 por cem mil habitantes. 

Estão “claramente identificados” 13 surtos na região de Lisboa, avançou a ministra da Saúde: “designadamente em Arroios, em Queluz/Belas, em Águas Livres, em Agualva e Mira Sintra, na freguesia de Santo António em Lisboa, da Encosta do Sol na Amadora, da Mina de Água na Amadora, ou de Rio de Mouro em Sintra”.

“Não vou estar a descrever todas as situações mas são de facto 13 aquelas que concentram o maior número de casos e a nossa actuação em termos de saúde pública.” Mais tarde, Marta Temido referiu ainda a união das freguesias de Cacém e São Marcos. 

Depois do esforço de testagem feito na região de Lisboa, as autoridades de saúde concluíram que a percentagem de positivos na área da construção civil ronda os 10% e é superior a outras áreas (5,3% no global), levando ao desenvolvimento de uma norma específica para este sector, que está a ser preparada pela DGS, revelou ainda Marta Temido.

Gabinete Regional para a supressão da covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo

A ministra da Saúde anunciou que nomeou ontem um Gabinete Regional para a supressão da covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo, que será coordenado pelo médico de saúde Pública Rui Portugal. “Trata-se de um gabinete de matriz muito operacional”, cujas funções passarão por “garantir que, por um lado, todos os surtos estão devidamente mapeados e que essa informação se mantém permanentemente actualizada”.

Além disso, o objectivo passará por assegurar que “os novos casos são regularmente visitados, porque muitos deles precisam de outro tipo de apoio que não só a vigilância clínica”. Ao gabinete caberá ainda a “missão de preparação de dados, que deverão ser comunicados diariamente ao Ministério da Saúde, municípios e outros parceiros” e o aconselhamento sobre “as estratégias que poderão vir a ser necessárias para a supressão da infecção”.

Na terça-feira registaram-se 421 novos casos e, desses, 92% foram identificados na região de Lisboa e Vale do Tejo. Nesse dia foram ainda reportadas mais sete mortes e mais 183 pessoas recuperadas da doença.

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