Abertura automática das portas em todas as paragens e evitar usar dinheiro — as regras da DGS para os transportes públicos

Todos devem usar máscara nos transportes públicos. Nos táxis, passageiros devem manter as mãos no colo para evitar tocar em superfícies. Portas de autocarros têm de ser abertas automaticamente. Utentes com sintomas devem evitar transportes públicos.

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Portas devem ser abertas automaticamente para evitar que utentes carreguem em botões Miguel Manso

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) lançou nesta quarta-feira novas recomendações para os transportes públicos, que abrangem desde as empresas aos trabalhadores e aos utentes — e de autocarros a táxis, entre outros.

Segundo a DGS, deve-se “evitar a troca de bens materiais entre trabalhadores e utilizadores (por exemplo, pagamentos com moedas ou notas) e dar preferência ao pagamento electrónico e sem contacto directo”, além do já obrigatório uso de máscaras.

Se costuma utilizar transportes públicos e tiver “sintomas sugestivos de infecção respiratória (tosse, febre, falta de ar, etc.)”, a DGS pede que não o faça, a não ser em “casos urgentes e em circuitos cujo destino são unidades de saúde”.

Antes, durante e depois do percurso, todos devem desinfectar tanto quanto possível as mãos. “Além de cumprirem as regras de etiqueta respiratória, da lavagem correcta das mãos e do distanciamento físico, devem desinfectar as mãos antes e depois da utilização de um transporte público e reduzir ao mínimo o contacto manual com as superfícies.”

Quem operar os transportes públicos também deve, diz a DGS, abrir as portas automaticamente, para evitar que se carregue em botões. “Os trabalhadores, por exemplo, devem proceder à abertura automática das portas nos veículos em que tal seja tecnicamente possível, efectuando paragem em todas as estações/paragens, no sentido de evitar que os utilizadores tenham de carregar no botão de abertura de portas (botão stop), e privilegiar a entrada e a saída dos utilizadores pela porta traseira do veículo”.

Para táxis e transportes individuais e remunerados de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma electrónica (TDVE), como a Uber ou a Bolt, os passageiros devem ser sempre transportados nos bancos traseiros, “mantendo a janela aberta para permitir a circulação do ar”.

Para os transportes individuais, a DGS vai mais longe e aconselha mesmo que os utentes mantenham “as mãos no colo durante a viagem” e que evitem “o manuseamento e toque nas superfícies do interior do veículo”. As malas também devem ser colocadas pelos próprios utentes na bagageira.

Todas as normas e limpeza nos transportes públicos devem ser asseguradas pelas empresas e operadoras. A DGS aponta que estas devem ter o seu próprio plano de contingência, que terá de ir ao encontro das recomendações das autoridades de saúde.

O plano deverá incluir “aconselhamento técnico aos seus colaboradores, sensibilização para o cumprimento de medidas de protecção contra a covid-19 e materiais de limpeza, máscaras e equipamentos de protecção individual adequados”.

As normas apontadas pela DGS prevêem ainda que as empresas de transportes tenham acautelados quaisquer problemas com a saúde dos trabalhadores, que todos os transportes e plataformas sejam desinfectados regularmente, devendo existir a divulgação do plano em todos os espaços.

Para os trabalhadores dos transportes públicos do país, a DGS pede ainda que usem “máscara facial, de preferência cirúrgica” e que se abstenham “de ir trabalhar, avisando a empresa, no caso de apresentarem sintomas sugestivos de infecção respiratória (tosse, febre, falta de ar, etc.), mantendo-se em recolhimento”.

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