Macron diz que França e UE têm de ser autosuficientes em máscaras e ventiladores

Presidente francês comenta que já não é possível acreditar que “podemos importar máscaras rapidamente e em grande quantidade do outro lado do mundo”. De quatro milhões por semana, o país precisa agora de 40 milhões.

Macron visita uma das quatro fábricas francesas que produzem máscaras
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Macron visita uma das quatro fábricas francesas que produzem máscaras Reuters

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou o aumento da produção interna de máscaras de protecção, ventiladores e gel desinfectante para responder a necessidades urgentes de trabalhadores hospitalares e prestadores de cuidados.

O Governo vai financiar este esforço de compra e produção com quatro mil milhões de euros extraordinários para o orçamento da Saúde. Em França morreram 3523 pessoas de covid-19, mais já do que na China, e há 52.180 pessoas infectadas com o novo coronavírus.   

Antes, o país tinha um consumo de cerca de quatro milhões de máscaras por semana, que se transformou em 40 milhões no mesmo período. O stock existente era de 140 milhões de máscaras, o que é insuficiente, admitiu Macron. “Antes, achávamos que podíamos importar máscaras rapidamente e em grande quantidade do outro lado do mundo, e que não precisamos de guardar milhões e milhões de máscaras”, declarou numa visita a uma fábrica de máscaras perto de Angers (Oeste da França). 

O mundo mudou e agora há uma tensão sem precedentes no mercado global destes produtos e a França tem de aumentar a produção para ser auto-suficiente. “Devemos reconstruir a nossa soberania nacional e europeia”, declarou Macron, garantindo a autosuficiência francesa até ao final do ano.  

Ainda assim, as primeiras encomendas feitas à China, de mais de mil milhões de máscaras, estão já a chegar, anunciou o Presidente francês. 

As quatro fábricas de máscaras que existem em França vão aumentar a produção pré-crise, de 3,3 milhões por semana para dez milhões por semana em Abril, disse Macron. Outras fábricas vão começar a fazer máscaras, devendo a produção total subir para 15 milhões por semana. E dentro de três a quatro semanas, também serão produzidas máscaras para outras profissões que não as médicas - um milhão por dia. 

Até meados de Maio, Marcon conta ainda ter dez mil ventiladores fabricados por um consórcio liderado por uma empresa especializada nestes equipamentos. Mas 250 vão ficar já disponíveis na próxima semana.

Também a produção de gel desinfectante vai ser aumentada, de 40 mil litros por dia para 500 mil.

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