Coronavírus: quem deve usar máscara? Os conselhos da OMS

A Organização Mundial de Saúde aconselha a utilização de máscara aos doentes, casos suspeitos, ou para aqueles que interagem directamente com um infectado, mas a simples utilização de protecção não inviabiliza a transmissão do vírus.

As máscaras funcionam capturando gotículas que estão dispersas na tosse, espirros e respiração.
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As máscaras funcionam capturando gotículas que são dispersas na tosse, espirros e respiração. Paulo Pimenta

Muitas pessoas em toda a Ásia usam máscaras para se tentarem proteger da covid-19. Na Europa e nos Estados Unidos, as máscaras são menos utilizadas, mas muitas pessoas fazem a pergunta: devemos usá-las durante a pandemia?

Organização Mundial de Saúde diz que só é preciso usar máscara em duas circunstâncias: se estiver a cuidar de alguém que possa estar infectado, com sintomatologia ou doença declarada; se apresenta sinais tais como febre, tosse ou espirros.

As máscaras funcionam bloqueando as gotículas que são emitidas pela respiração e em particular pela tosse e espirros – os principais veículos de transmissão do novo coronavírus.

Há dois tipos principais: as máscaras cirúrgicas, que são tiras de tecido que cobrem o nariz e a boca, e outras ajustáveis a todo o rosto, também conhecidas por máscaras respiratórias.

As máscaras ajustáveis – como as N95 – conseguem oferecer uma boa protecção, mas não total, contra gotículas infecciosas. Por outro lado, as máscaras da gama acima – as N99 – oferecem melhor protecção, mas algumas pessoas têm dificuldade em respirar através delas.

A classificação “N” refere-se à percentagem de partículas de pelo menos 0,3 micrómetros de diâmetro que a máscara deverá bloquear: as máscaras N95 filtram 95% das partículas e as máscaras N99, como o número indica, 99%.

Algumas máscaras têm uma válvula para ajudar a prevenir a condensação da humidade do ar expirado no interior, o que deixa a máscara molhada e mais susceptível à penetração do vírus.

O uso das máscaras só é eficaz se combinado com a lavagem frequente das mãos e com a garantia de que não toca no rosto. Qualquer pessoa que utilize uma máscara deve certificar-se, antes de a colocar, que as mãos estão bem limpas com água e sabão ou com um anti-séptico à base de álcool.

A máscara deve cobrir a boca e o nariz e não deve haver brechas entre o rosto e a máscara. Se possível, evite ao máximo tocar na máscara. Quando a sentir húmida, substitua-a por uma nova. Não reutilize máscaras de uso único.

“Usar uma máscara também pode reduzir a propensão das pessoas para tocar no rosto, o que acontece muito mais vezes por dia do aquilo que nos apercebemos, sendo uma das principais fontes de infecção sem uma higiene adequada das mãos”, disse Stephen Griffin, professor associado do Instituto de Pesquisa Médica da Universidade de Leeds.

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