Torne-se perito

Morreu o jornalista, editor e designer gráfico Rogério Lima Petinga

Fundou em 1987 a Quetzal Editores com Francisco Faria Paulino, Maria Carlos Loureiro e sua mulher, Maria da Piedade Ferreira, onde foi responsável pela área gráfica. Tinha 85 anos.

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Rogério Lima Petinga e Maria da Piedade Ferreira Tiago Petinga

 O jornalista, designer gráfico e editor Rogério Lima Petinga, co-fundador da Quetzal Editores, morreu esta sexta-feira, em Lisboa, aos 85 anos, disse à Lusa um familiar.

Rogério Petinga trabalhou em redacções de jornais e revistas, nomeadamente, em O Século, Século Ilustrado, onde foi chefe de redacção, Portugal Hoje, A Luta, Match Magazine e Diário de Notícias.

Em 1987, fundou, com Francisco Faria Paulino, Maria Carlos Loureiro e sua mulher, Maria da Piedade Ferreira, a Quetzal Editores, onde foi responsável pela área gráfica, tendo acompanhado a edição em Portugal de autores como Bruce Chatwin, Julian Barnes e Antonio Tabucchi, entre muitos outros.

Através da Quetzal, orientou também a edição de catálogos de arte, como o dedicado ao pintor António Dacosta, publicado em parceria com a Galeria 111, de Lisboa.

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Petinga tinha já trabalhado na área de design e paginação com outras editoras como a Bertrand, onde esteve ligado, entre outras, à edição, em 1970, do romance histórico Eu, Cláudio, Imperador, de Robert Graves.

Trabalhou também com a Difel - Difusão Editorial, para a qual fez a orientação gráfica e concebeu capas como as de O Fazedor, de Jorge Luís Borges, e de Viagem à Irrealidade Quotidiana e Diário Mínimo, de Umberto Eco.

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Petinga foi igualmente o responsável gráfico da monografia Lisboa antes do Terramoto. Grande vista da cidade entre 1700 e 1725/ Lisbonne Avant le Tremblement de Terre: Le Panneau, edição Gótica, em Portugal, e Chandeigne, em França, com o Museu Nacional do Azulejo, a partir do grande painel da sua colecção, da autoria do pintor Gabriel del Barco (1669-1701).

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