Juventude Popular do CDS tem líder interino até Novembro

Francisco Mota substitui temporariamente Francisco Rodrigues dos Santos, que deixou a liderança da estrutura para ser líder do CDS.

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Francisco Mota era primeiro vice-presidente da JP DR
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Francisco Mota com Francisco Rodrigues dos Santos DR

Francisco Mota é o presidente interino da Juventude Popular (JP) até Novembro, sucedendo no cargo a Francisco Rodrigues dos Santos que assumiu a liderança do CDS-PP no passado mês de Janeiro.

Francisco Mota era o primeiro vice-presidente daquela juventude partidária, eleito no último congresso da estrutura em 2018, e assumirá a liderança interina dos “jotas” até ao próximo conclave, marcado para Novembro. A escolha do novo líder realizou-se na reunião da comissão política da JP deste fim-de-semana. “Assumi [o cargo] com naturalidade”, disse ao PÚBLICO, apelidando esta nomeação de transição como “tranquila”.

Com 31 anos, Francisco Mota liderou a concelhia de Braga (de onde é natural) da JP nos últimos 13 anos, tendo deixado o cargo no passado mês de Janeiro. O novo líder já tinha sido vice-presidente durante os dois mandatos do antigo presidente da JP, Miguel Pires da Silva, anterior a Francisco Rodrigues dos Santos.

Como representante daquela estrutura nos conselhos nacionais do CDS, Francisco Mota foi uma voz crítica da direcção anterior de Assunção Cristas. Um dos processos que mais contestou foi a escolha dos cabeças de lista do CDS para as legislativas por considerar que representou um desrespeito da direcção nacional pela autonomia das estruturas locais. Essa contestação levou Francisco Mota a não fazer campanha no distrito (onde Telmo Correia era o cabeça de lista) para as eleições de Outubro passado.

Ao mesmo tempo, o antigo dirigente da JP de Braga desafiava a liderança centrista ao promover iniciativas com Manuel Monteiro quando era conhecida a resistência da anterior direcção sobre o regresso do antigo líder do partido. 

Agora, o líder interino da JP coloca as eleições regionais nos Açores e depois as autárquicas como as prioridades da JP, lembrando que nas últimas eleições locais esta estrutura elegeu 150 autarcas nas listas do CDS. Francisco Mota quer “ajudar o partido a ultrapassar uma situação difícil”, contando com a mobilização dos ‘jotas’ para “terminar o projecto iniciado por Francisco Rodrigues dos Santos”.

Mantendo o objectivo de colocar na agenda política o “compromisso intergeracional”, Francisco Mota diz que quer afirmar a estrutura como a “única juventude partidária de direita em Portugal, “sem complexos” e “com a certeza” de que será “a voz das novas gerações que acreditam num Portugal sem as amarras do socialismo”. Com a herança política de Francisco Rodrigues dos Santos, o líder interino da JP promete combater o “politicamente correcto e a ditadura de opinião imposta pela esquerda”.

Por já ter atingido o limite de idade permitido, Francisco Mota não poderá candidatar-se à liderança da “jota” no congresso de Novembro.

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